Após corte de verbas, 66 mil km de rodovias federais ficam sem radares
Associações alertam sobre riscos na segurança viária em todo o país

A fiscalização eletrônica por radares fotográficos está suspensa em 66,1 mil km de rodovias federais desde 1º de agosto, em razão do contingenciamento de R$ 31,3 bilhões no Orçamento de 2025.
Dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de transportes (DNIT), esse corte chega a 88% no corte específico de verba para os radares.

Do total dos 66 mil quilômetros de vias, 14 mil km estão sob concessão privada e 2.970 faixas eram monitoradas por equipamentos eletrônicos. Segundo o Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV/DNIT), 47 mil km de rodovias federais já estavam sem fiscalização por radares fixos antes mesmo da suspensão.

O orçamento destinado ao controle eletrônico de velocidade caiu de R$ 364,1 milhões em 2024 para R$ 43,36 milhões em 2025, valor insuficiente para manter contratos ativos. Com isso, os aparelhos instalados permanecerão inoperantes.
De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os acidentes em rodovias causados por excesso de velocidade geram R$ 12,8 bilhões em prejuízos anuais, sendo 62% em custos hospitalares e perda de produção e 37,4% em danos a veículos, cargas e remoção de acidentados. O estudo aponta ainda para cerca de 45 mil mortes no trânsito por ano no país.
Já a Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Trânsito (Abeetrans) registrou que, entre 1º e 12 de agosto, as infrações sem emissão de multa cresceram 802,5%, ultrapassando 17 mil registros — reflexo direto da ausência de fiscalização.
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