China supera o Japão e consolida liderança global nas exportações de carros em 2026
Japoneses tinham o posto desde 1998, apoiados em empresas como Suzuki, Honda, Nissan e Toyota
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A indústria automotiva global vive uma mudança histórica. Dados divulgados no início de 2026 indicam que a China ultrapassou novamente o Japão e se consolidou como o maior exportador de automóveis do mundo, movimento impulsionado principalmente pela expansão dos carros elétricos e pela presença crescente das montadoras chinesas em mercados internacionais.

O avanço chinês marca uma virada estrutural na indústria, já que o Japão ocupava essa posição desde 1998, sustentado por gigantes como Toyota, Honda, Isuzu, Mitsubishi, Suzuki e Nissan.
Agora, mais de duas décadas depois, o eixo da exportação global de veículos passa a ser liderado pela China, que vem ampliando sua presença em mercados da Europa, América Latina, Oriente Médio e Sudeste Asiático.

A mudança ficou evidente com os dados mais recentes de comércio automotivo. Em 2025, a China exportou cerca de 7,1 milhões de veículos, crescimento de aproximadamente 21% em relação ao ano anterior, enquanto o Japão embarcou cerca de 4,2 milhões de unidades, ficando na segunda posição do ranking global.

Esse desempenho reforça uma tendência que já vinha sendo observada desde 2023, quando a China ultrapassou pela primeira vez o Japão nas exportações globais.
O avanço foi acelerado pela forte expansão das montadoras chinesas e pela rápida eletrificação da indústria automotiva local.

Um dos principais fatores por trás dessa liderança é o crescimento dos veículos eletrificados. Os carros elétricos e híbridos plug-in passaram a representar uma parcela significativa das exportações chinesas.
Em 2024, por exemplo, cerca de 40% dos veículos exportados pelo país já eram elétricos, impulsionados por fabricantes como BYD, SAIC, Chery, Geely e Great Wall Motor.

Além da eletrificação, outro elemento central dessa expansão é a estratégia agressiva de internacionalização das marcas chinesas.
Empresas que antes atuavam quase exclusivamente no mercado doméstico passaram a investir fortemente em exportações, criando redes de distribuição e até fábricas fora da China.
Mercados emergentes como América Latina, Rússia, Oriente Médio e Sudeste Asiático se tornaram destinos importantes para esses veículos.
Japão segue forte, mas em segundo lugar
O Japão, por sua vez, continua sendo um dos maiores produtores automotivos do planeta, mas enfrenta desafios para manter sua liderança nas exportações.
Outro ponto relevante é que muitas montadoras japonesas têm ampliado sua produção fora do país, especialmente na América do Norte e no Sudeste Asiático, reduzindo o volume de veículos exportados diretamente do Japão.
Marcas como Nissan, já produzem mais no México e Estados Unidos, bem como Toyota na América do Sul e EUA, mudaram o eixo global de produção nos últimos anos.
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