Dodge Charger Sixpack entra em pré-venda nos EUA após frustração com elétrico
Muscle car abandona estratégia exclusiva de eletrificação e retorna com motor biturbo a gasolina e tração integral

A Dodge abriu a pré-venda nos Estados Unidos do novo Charger Sixpack, versão a combustão da nova geração do muscle car americano. O modelo marca uma mudança de estratégia da marca, que havia apostado inicialmente no Charger Daytona elétrico, mas agora volta a investir em motores a gasolina para recuperar o interesse do público.

O Charger Sixpack faz parte da oitava geração do modelo e utiliza o novo motor Hurricane 3.0 seis cilindros em linha biturbo, desenvolvido pela Stellantis. A nova configuração chega com tração integral de série, transmissão automática de oito marchas e duas calibrações de potência.
Motor seis cilindros substitui o V8 Hemi
A nova estratégia da Dodge abandona o tradicional V8 Hemi e adota um seis cilindros turbo de alto desempenho.

Na versão R/T, o motor entrega cerca de 420 cv e 468 lb-ft de torque, enquanto a configuração mais potente Scat Pack alcança 550 cv e 531 lb-ft, graças a turbocompressores maiores e componentes reforçados.

Mesmo com menos cilindros, a marca afirma que o novo conjunto consegue desempenho superior ao antigo V8 5.7 aspirado que equipava gerações anteriores do Charger.

Outro diferencial é o sistema de tração integral com desacoplamento do eixo dianteiro, que permite ao carro funcionar como tração traseira em determinadas condições para preservar o comportamento típico de muscle car.
Pré-venda aberta e preço inicial
Nos Estados Unidos, a nova geração do Charger Sixpack começou a aceitar pedidos a partir do segundo semestre de 2025, com preço inicial próximo de US$ 51.990 para a versão R/T, enquanto o Scat Pack parte de cerca de US$ 56.990. Em conversão direta são cerca de R$275 e R$ 303 mil.
A linha também terá versões cupê de duas portas e sedã de quatro portas, ampliando a oferta dentro da nova geração do modelo.
Reação à estratégia elétrica
O lançamento do Charger Sixpack ocorre após a Dodge apostar na eletrificação com o Charger Daytona, primeiro muscle car totalmente elétrico da marca. A recepção mais fria do público e a queda nas vendas levaram a empresa a retomar motores a combustão como parte central da estratégia.

Com isso, a Dodge tenta equilibrar duas abordagens: manter versões elétricas no portfólio e, ao mesmo tempo, preservar a identidade tradicional da marca com motores a gasolina de alto desempenho.
O Charger é um dos nomes mais tradicionais da indústria automotiva americana e também tem ligação histórica com o Brasil. Nos anos 1970, o modelo foi produzido pela Chrysler do Brasil, tornando-se um dos ícones dos muscle cars vendidos no país.
O Dodge charge teve continuidade nos Estados Unidos em fases mais ou menos felizes nos últimos anos, apesar do projeto antigo, tinha seu espaço entre os muscle cars com motor V8. A antiga estratégia de eletrificação do grupo Stellantis falhou, fazendo com que a nova gestão fizesse uma revisão completa na estratégia. Agora, um dos poucos automóveis produzidos pelo grupo segue com motor a combustão paralelamente ao elétrico.
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