Ford anuncia nova picape barata a combustão e “desiste” de elétricos
Anúncio foi feito pelo CEO Jim Farley durante visita presidencial à fábrica Blue Oval City

A Ford Motor Company confirmou o desenvolvimento de uma picape inédita com motor a combustão interna, que será produzida nos Estados Unidos a partir de 2029, em um movimento que marca uma mudança significativa na estratégia da marca em relação aos veículos elétricos puros.

Depois de perdas significativas no segmento dos elétricos com cancelamento da versão elétrica da F-150 e perdas em vários mercados, a Ford parece apostar no que mais conhece: picapes.
O anúncio foi feito pelo CEO Jim Farley durante visita presidencial à fábrica Blue Oval City, no estado do Tennessee, que originalmente havia sido planejada como centro de produção de caminhonetes elétricas. A instalação passou a ser renomeada para Tennessee Truck Plant em sinal do novo foco da fabricante.

Segundo a Ford, a picape será posicionada como um modelo “acessível”, ocupando espaço entre a Maverick e a Ford Ranger na linha de caminhonetes da marca, e terá papel estratégico no portfólio de picapes ao lado de veículos consagrados da família F-Series. Detalhes sobre dimensões, motorização e preços ainda não foram divulgados.
A decisão representa uma guinada em relação aos planos anteriores da Ford de eletrificação. Parte dos projetos de veículos elétricos — incluindo uma picape elétrica intermediária que estava programada para estrear em 2027 com preço abaixo de US$ 30 mil — foi cancelada ou revisada.

O anúncio ocorre no contexto de revisão mais ampla da indústria automobilística, em que a Ford tem descontinuado alguns projetos elétricos de grande escala em resposta à demanda de mercado, custos elevados e mudanças regulatórias nos Estados Unidos. Nos últimos meses, a empresa registrou perdas bilionárias associadas à sua divisão de veículos elétricos e suspendeu a produção da picape totalmente elétrica F-150 Lightning. Parte desses veículos está sendo reposicionada com tecnologia de extensor de autonomia, combinando motor a combustão e bateria elétrica para ampliar o alcance.
O movimento reflete uma adaptação da Ford a um ambiente em que veículos híbridos e convencionais ainda têm forte procura, ao mesmo tempo em que a adoção de elétricos enfrenta desafios, como redução de incentivos fiscais, menor demanda em segmentos maiores e necessidade de gerar margens de lucro sustentáveis. Na Europa a Ford anunciou pareceria com a Renault no sentido de desenvolver elétricos mais acessíveis, ajustou a América do Sul com vendas de SUVs e picapes e nos EUA vai focar nas picapes e veículos grandes a combustão.
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