Ford interrompe construção de fábrica de baterias de US$ 3,5 bilhões
Greve e negociação com sindicatos levaram a uma interrupção na decisão pela fábrica em parceria com os chineses da CATL
Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

A Ford anunciou a interrupção da construção de uma fábrica de baterias no estado de Michigan, nos EUA, até que as condições sejam "competitivas", disse a marca. A Ford informou que a questão da competitividade passa por uma negociação com o sindicato UAW, que tem feito um grande movimento grevista por aumento de salários em todo o país.

Em fevereiro, a Ford anunciou a construção de uma fábrica de baterias na cidade de Marshall, estado de Michigan, a cerca de 160 km de onde estão as maiores unidades de produção da marca próximo a Detroit.

No plano estão previstas as contratações de 2.500 pessoas para a produção de baterias de baixo custo para veículos de entrada em parceria com a CATL chinesa. Inicialmente a produção de baterias de lítio ferro fosfato (LFP) estava prevista para 2026, para equipar cerca de 400 mil veículos por ano, sendo mais barata do que a de níquel-cobalto manganês usada atualmente pela marca.

TR Reid, o porta-voz da Ford, anunciou que a construção ficará "pausada" enquanto novos estudos e negociações serão feitos. "Não temos uma decisão final sobre os planos de investimentos nessa fábrica." O estado de Michigan já alocou US$ 1,7 bilhão em investimentos.
O movimento de greve do UAW atinge a Ford, a General Motors e a Stellantis (RAM, Jeep e Chrysler), incluindo os centros de distribuição de peças em 20 estados e 38 unidades de produção.

Mas, além da greve, a questão da interrupção passa pela parceria entre a Ford e os chineses.
Recentemente o governo federal americano ofereceu US$ 7.500 em descontos via renúncia fiscal para os compradores de carro elétrico. Mas há um problema fiscal de fornecimento de metais usados e enviados da China para manufatura nos Estados Unidos. A Ford chegou a negociar a construção da fábrica de baterias com o estado da Virgínia, que recusou o negócio por razão política com o governo chinês. Assim a decisão foi construir a unidade no estado de Michigan.















