Ford teria pedido a Trump que montadoras chinesas entrem nos EUA com joint-ventures
Em reunião, CEO da Ford e Governo Trump teriam discutido modelo de joint ventures para produção de carros entre EUA e China

A Ford Motor Company estaria no centro das discussões para permitir que empresas chinesas formem parcerias com montadoras norteamericanas que seriam as controladores dos respectivos grupos. A reunião teria ocorrido em janeiro desse ano com o CEO global da Ford Jim Farley e altos executivos do governo Trump.

A iniciativa, ainda preliminar e informal, é o destaque da mídia norte-americana nesta quarta feira e reacende debates sobre competitividade industrial, proteção de tecnologia e futuro da indústria automotiva norte-americana.

Nesta reunião do CEO da Ford, Jim Farley, com Donald Trump, foi apresentada uma proposta de estrutura que permitiria às montadoras chinesas produzir veículos nos Estados Unidos — por meio de joint ventures (JVs) com empresas norteamericanas como controladoras. Nesse modelo. Segundo a imprensa, no modelo apresentado as companhias dos EUA detêm o controle acionário das joint ventures enquanto lucros e tecnologia seriam compartilhados entre os parceiros.

Esse tipo de estrutura é um espelho da exigência histórica da China, que por décadas obrigou veículos estrangeiros a formar parcerias locais para operar no mercado chinês.

A conversa ocorreu durante o Salão do Automóvel de Detroit, em janeiro, quando Farley recebeu autoridades como o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, o Secretário de Transportes, Sean Duffy e o Administrador da EPA, Lee Zeldin.

Segundo esses relatos os oficiais do governo receberam a ideia de joint ventures com frieza, prevendo resistência no Congresso dos EUA por razões econômicas e de segurança.
Até o momento, nenhuma decisão oficial foi tomada sobre a formalização de joint ventures entre empresas dos EUA e da China para produção de carros no país. Fontes dizem que a ideia pode retornar à pauta durante a visita planejada de Trump a Pequim em abril de 2026, quando ele se reunirá com o presidente chinês, Xi Jinping.
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