Sindicato diz ter chegado a acordo com a Ford para conter greve nos EUA
Ford deve chegar a um acordo com sindicato mas GM e Stellantis rejeitam propostas e produção fica comprometida
Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

O UAW, maior sindicato de trabalhadores do setor automotivo dos Estados Unidos, diz ter chegado a um primeiro acordo com a Ford para conter os efeitos da greve que afeta a maioria das montadoras de veículos em 20 estados.

Shawn Fain, presidente do UAW, disse em uma transmissão pelas redes sociais, que a Ford aceitou o plano de reajuste baseado no aumento de custo de vida nos últimos anos. O plano chamado de COLA nos Estados Unidos, suspendeu reajustes automáticos a partir de 2009, após a crise econômica de 2008.

O sindicato diz ter chegado a um termo de ajuste para corrigir salários e benefícios como plano de saúde primário, conversão de trabalhadores temporários para contratos de maior prazo e maior participação nos lucros.

A situação com outras empresas como a Stellantis e General Motors ainda não progrediram. Os efeitos da greve afetam 38 fábricas de 20 estados. O Sindicato ameaçou hoje fechar até centros de disitribuição de peças caso as negociações não progridam.

Estima-se que 146.000 pessoas façam parte do movimento grevista atualmente nos Estados Unidos e outros 5.000 trabalhadores podem se integrar à greve no Canadá. A produção de veículos como Ford Bronco e F-150, linha RAM 1500, 2500 e 3500, Chevrolet Silverado entre outros veículos já estão com a produção comprometida.
Mark Reuss presidente da General Motors disse que as alegações do sindicato são inviáveis e que fez propostas 'generosas' de acordo. O sindicato UAW quer aumentos de 40% em quatro anos, metade do oferecido em um primeiro momento pelas montadoras.















