Jaecoo 7: qual foi o consumo do SUV híbrido após 2.300km?
Consumo surpreendeu e alguns detalhes poderiam ser melhor a bordo do SUV híbrido
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O universo dos SUVs médios ganha cada vez mais opções com motorização híbrida. A Omoda & Jaecoo lançou no Brasil o Jaecoo 7 dentro de um segmento já bastante concorrido no país com a proposta de economia e desempenho.
Com pouco mais de 3.300 unidades vendidas em 2025, o R7-Autos Carros voltou a testar o SUV em uma viagem mais longa: de São Paulo a Foz do Iguaçu em um total de 2.300 km rodados.

E esse segmento não é fácil e já tem híbridos plugin como BYD Song Plus e Pro, GWM Haval H6 e mais recentemente Caoa Chery Tiggo 7 e 8 PHEV. Porém, o Jaecoo 7 se destaca pela autonomia proposta pela marca de 1.200 km.
Visual quadrado com cantos arredondados
Com visual arrojado, o SUV tem linhas limpas combinando com a grade de barras verticais com logo da marca, perfil altivo, rodas aro 18 com desenho fechado.
O Jaecoo 7 usa a plataforma TX1 da Chery sobre a qual também são feitos os Tiggo 7, Tiggo 8 e Tiggo 9, além dos Tansuo, Exceed e outros do grupo sejam eletrificados ou a combustão.

No porte, o Jaecoo 7 tem 4,50 m de comprimento, 1,87 m de largura, 1,67 m de altura e 2,67 m de entre-eixos. É um pouco menor que um Song ou que um Haval, o que pode ser uma vantagem em um contexto de vagas apertadas e para rodar na cidade.

Por dentro impera o minimalismo com poucos botões físicos, telas digitais de alta resolução e console central elevado. Há acabamento de couro e metal sugerindo um posicionamento premium com metais de toque frio nas portas, mas sem exagero.

As telas chamam a atenção pelo contraste, instrumentação com tamanho adequado, câmera 540°, configurações de travamento de porta, som, recarga e regeneração da bateria.
Apesar do excesso de comandos e ajustes, o entendimento é bem simplificado. Há espelhamento com e sem fio com bom suporte para Apple Car Play e Android Auto com mapas interativos que ficam mais agradáveis na tela vertical.
Motor propõe eficiência ao volante
O Jaecoo 7 híbrido plug-in é um SUV que tem como destaque o sistema SHS (Super Hybrid System).
Ele combina motor 1.5 turbo a gasolina que trabalha no Ciclo Miller de 142cv combinado com motor elétrico de 204cv com bateria de 18kwh (mesmo motor do Tiggo 7, seu irmão de plataforma) somando uma potência de 339cv e 52kgfm de torque que pode render uma autonomia de até 1.200 km com um tanque.

Vale lembrar que embora seja da “mesma família”, o motor do Tiggo 7 e 8 é são diferentes do Jaecoo 7. O motor da linha Tiggo é flex e trabalha no ciclo Otto e motor elétrico de 170cv, sendo menos eficiente que o Jaecoo 7.
Isso porque seu irmão de plataforma tem bomba de combustível eletrônica, sistema de injeção direta multinivel e o motor elétrico tem 201cv. Além disso, no Jaecoo 7 as baterias são de 18,3kwh fornecidas pela FinDreams (BYD) mais eficientes que as de 19kwh do Tiggo ainda que sejam maiores.
Uma longa viagem pela frente
Desta vez testamos o SUV híbrido partindo de São Paulo rumo à Foz do Iguaçu. Depois de rodar 100 km em São Paulo partimos pela Castelo Branco rumo ao Paraná, mas já com 80% de bateria e um tanque quase cheio de gasolina.
Após duas paradas, onde o consumo ficou em torno dos 21 km/l chegamos à Cascavel com 100 km de autonomia e 30% de bateria. O consumo real ficou em 18,9 km/l.

Na prática, foi possível rodar 1.100 km em velocidade normal de estrada entre 110 e 120 km/h na Castelo Branco e já no Paraná em velocidade mais baixa entre 80 e 90 km/h respeitando os limites da via de pista simples.

Ao longo do teste, fica evidente a eficiência da motorização híbrida a bordo do Jaecoo 7. O funcionamento do motor a conquistam é imperceptível e a bateria se mantém em 30% alcançando equilíbrio para rodar.
A suspensão é macia e poderia ser um pouco mais precisa, especialmente quando o carro é exigido e despeja potência máxima em uma situação de ultrapassagem. O veículo é extremamente arisco, mas poderia ter mais controle de carroceria.

Conforme a bateria é consumida, o motor entra mais vezes em ação para recarregá-la e manter energia suficiente para movimentar o Jaecoo 7.
Ao chegar em Foz do Guaçu uma surpresa negativa; o ponto de tomada 220v não estava funcionando e restou apenas rodar pela cidade com gasolina e depois concluir a viagem sem recarga externa.

Tentamos ainda carregar o carro no shopping Catuai Paladium que trazia indicação de carregadores, mas ao chegarmos lá a segurança do local avisou. “Não sabemos onde colocaram essa informação, mas nunca tivemos ponto de carga”. Seguimos.

Ao retornar para São Paulo, a regeneração surpreendeu. A bateria com 32% se manteve estável e voltamos em velocidade normal de estrada. Foi a vez de alternar o volante ocupar o banco traseiro que é bastante cômodo e levemente inclinado.
Porém, se nota algo ruído de rodagem, fruto da escolha dos pneus que poderiam ser um pouco mais silenciosos.

Reabastecemos o carro faltando 200 km para o final da viagem onde o marcador indicava 100 km de autonomia. Ao todo desta vez o consumo ficou em 16,5 km/l o wue também é uma boa marca.

O pacote ADAS é completo e com intervenções certeiras em caso de mudança de faixa ou em tentativa de fechar algum veículo, algo que tentamos de propósito, e que o veículo prontamente corrigiu para evitar acidentes.
Vale destacar que para acionar basta apertar o único botão no volante.

Dentro da proposta de um carro híbrido, o Jaecoo 7 se destaca pela motorização combinada. Na proposta de um carro de R$ 234 mil na versão Prestige, o Jaecoo 7 entrega potência e itens de série a contento com eficiência acima do comum nesta classe de SUV híbrido.
Para uma viagem tão longa o Jaecoo 7 se saiu muito bem e elogiado pelos ocupantes, seja pelo conforto, seja pela autonomia mesmo quando não foi possível recarregar.
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