Jeep desiste de patrocinar maior evento esportivo dos EUA
Anúncio de US$ 8 milhões seria visto pela maior audiência do país em espaço tradicionalmente ocupado pela marca

A Jeep decidiu ficar fora do patrocínio tradicional do Super Bowl, maior evento esportivo e publicitário dos Estados Unidos, em um movimento que vai além de marketing e se insere diretamente no atual plano de contenção de custos, recuperação comercial e renovação de portfólio da marca no mercado norte-americano.
Em vez de investir cerca de US$ 8 milhões (aproximadamente R$ 40 milhões) em um comercial de 30 segundos durante o intervalo da final da NFL, a Jeep optou por uma campanha digital de menor custo, distribuída antes do evento mas redes sociais e portais.

No ano passado a Jeep fez a campanha com um vídeo onde Harrison Ford dirigir um Jeep Wrangler em uma provocação para a rival Ford e a brincadeira com o nome do ator.
Novo pensamento em 2026
A estratégia reflete o momento delicado vivido pela indústria automotiva nos Estados Unidos e, em especial, pelas marcas do grupo Stellantis. Após um período de forte pressão sobre margens, estoques elevados e desaceleração do consumo, o conglomerado vem adotando medidas de racionalização de investimentos, incluindo revisão de gastos com publicidade de alto impacto e retorno incerto.

Do ponto de vista de marca, a Jeep tenta equilibrar tradição e transformação. Historicamente associada ao off-road e à robustez, a fabricante atravessa uma fase de reposicionamento nos Estados Unidos, com a missão de atualizar sua imagem diante da eletrificação, da chegada de novos SUVs híbridos e elétricos e da renovação de modelos-chave como Wrangler, Grand Cherokee e do futuro Recon elétrico.

Executivos da marca têm defendido que um comercial curto no Super Bowl já não comporta a complexidade do portfólio atual nem comunica, de forma clara, a transição tecnológica em curso. Os anúncios no ponto alto de audiência na TV aberta é cada vez menor enquanto muitos acompanham a competição em canais fechados da TV paga ou em canais nas redes de streaming de vídeo.
Esse espaço mais nobre da TV norte-americana é tradicionalmente ocupado pelas gigantes como Ford e General Motors.
Em 2026 o espaço publicitário será ocupado pela Pepsi na campanha pelo refrigerante zero açúcar, Oakley Meta e os óculos conectados às redes sociais, Turbotax que é uma plataforma de declaração de impostos (similar ao IR no Brasil), Uber Eats, Pringles e State Farm.
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