Leapmotor vai produzir ‘ultra híbridos’ no Brasil com motor flex
SUVs da Leapmotor serão feitos ao lado da linha Jeep, RAM e Fiat Toro
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Stellantis confirmou o início da produção local da Leapmotor no Brasil com um movimento estratégico que vai além da simples nacionalização de modelos.
A empresa anunciou que os SUVs B10 e C10 serão fabricados no Polo Automotivo de Goiana (PE) e, junto com eles, estreia o desenvolvimento da primeira tecnologia REEV flex do mundo.

Os motores “ultra-híbridos” são do tipo elétrico com motor a gasolina com função de gerador que não traciona as rodas, mas alimenta as baterias dos veículos. Essa tecnologia ganha espaço na China e é uma das apostas da Stellantis para o futuro da eletrificação.

O anúncio foi feito durante evento em São Paulo e marca um novo capítulo na estratégia de eletrificação da Stellantis na América do Sul.
A proposta combina o conceito de veículo elétrico de autonomia estendida (EREV/REEV) com motorização flex, adaptada ao uso de etanol — uma solução alinhada às características do mercado brasileiro.

Ao incorporar tecnologia flex, a Stellantis amplia a eficiência do conjunto ao permitir o uso de etanol, combustível com menor pegada de carbono no contexto local.

Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, o desenvolvimento da solução REEV flex está sendo conduzido pelo time regional de engenharia, com base na estrutura do Stellantis Tech Center.
A iniciativa também reforça o posicionamento da Leapmotor como braço estratégico da companhia para veículos eletrificados na região.
A produção dos modelos B10 e C10 exigirá adaptações na fábrica de Goiana, que já passa por expansão para receber a nova operação.
O complexo pernambucano é atualmente responsável pela produção de modelos das marcas Jeep e Fiat e se consolida como um dos principais polos industriais da Stellantis fora da Europa.
A solução REEV Flex surge como alternativa intermediária, combinando autonomia elevada com menor dependência da rede elétrica.
Hoje a eletrificação da Stellantis ocorre em passos largos: apenas o Fiat Pulse e Fastback têm sistema híbrido leve 12V, os Jeep Commander e Renegade têm sistema 48V, mas nenhum dos veículos do portfólio são híbridos plenos ou plugin.
Ciclo de investimentos da Stellantis no Brasil
O projeto da Leapmotor faz parte de um ciclo mais amplo de investimentos da Stellantis no Brasil. A empresa anunciou um aporte de cerca de R$ 30 bilhões para o período entre 2025 e 2030, considerado o maior investimento da história do setor automotivo nacional.
Os recursos contemplam a modernização das fábricas, desenvolvimento de novas plataformas, nacionalização de tecnologias eletrificadas e ampliação da engenharia local.
Entre os destaques está o avanço dos sistemas híbridos leves (MHEV) e a introdução de soluções mais complexas, como o próprio REEV flex.
Além de Goiana (PE), o plano envolve unidades como Betim (MG) e Porto Real (RJ), consolidando o Brasil como um dos principais centros de desenvolvimento da Stellantis fora dos mercados tradicionais.
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