Neta faliu? Grupo de investidores promete retomada da fabricante na China
Salários voltam a ser pagos mas produção ainda não foi retomada

A fabricante chinesa Neta Auto, marca do grupo Hozon New Energy Automobile Co., informou ao mercado um plano de reestruturação completa. A empresa voltou a pagar os salários na fábrica de Tongxiang, sinalizando uma possível retomada das operações em meio ao processo de reestruturação após decretação de falência.
A empresa tem uma operação no país apesar de o site oficial estar fora do ar desde junho. Apenas o site de um revendedor do grupo Potenza está no ar. No primeiro semestre a marca emplacou apenas 51 unidades no Brasil.

Na China a Neta passa por um período de dificuldades financeiras iniciado ainda em 2024, com atrasos salariais e redução de operações. Em junho deste ano, a Neta entrou oficialmente em processo de recuperação judicial, após meses de crise de liquidez, salários não pagos desde novembro de 2024 e demissões em massa que cortaram cerca de metade da força de trabalho.
A empresa lançou em 10 de julho um canal de pré-registro para investidores estratégicos na plataforma de ativos da Alibaba. Até o início de agosto, 47 interessados haviam registrado intenção de participar da reestruturação.

Na planta de Tongxiang, parte dos trabalhadores havia recebido apenas o salário mínimo (pouco acima de 2 mil yuans) ou pagamentos parciais. Agora, com a retomada do pagamento integral, os funcionários remanescentes realizam limpeza da unidade, organização de materiais e testes em equipamentos como preparação para uma possível reativação da produção. A rede de vendas e serviços também começou a receber apoio logístico e financeiro para retomar atividades.

A crise da Neta é marcada por forte queda nas vendas: de 152 mil unidades em 2022 para 64.549 veículos em 2024. A produção foi suspensa após fornecedores, como a fabricante de baterias CATL, interromperem entregas por falta de pagamento. As dívidas com fornecedores ultrapassam 6 bilhões de yuans (cerca de US$ 833 milhões), e as perdas acumuladas somam 18,3 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 2,5 bilhões). Registros judiciais de março revelaram que contas de empresas vinculadas à Hozon somavam menos de 500 yuans (US$ 69).
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