O que é pacote ADAS no carro e como fazer a melhor escolha?
Existem diversos níveis de assistência ao motorista; é preciso entender os recursos para usá-los no dia a dia

Os sistemas avançados de assistência ao motorista, conhecidos como ADAS (Advanced Driver Assistance Systems), avançaram de forma acelerada no mercado brasileiro nos últimos anos. O que antes estava restrito a carros premium passou a equipar modelos compactos e SUVs de entrada, ainda que com diferenças relevantes de capacidade, atuação e grau de automação.

Muitos consumidores não sabem mas o fato do carro ter “ADAS” não significa que estamos falando sempre do mesmo recurso.

Apesar da popularização do termo, nem todo carro com ADAS oferece o mesmo nível de assistência. No Brasil, os veículos comercializados atualmente se concentram entre sistemas de alerta, assistência ativa parcial e condução assistida combinada. Tecnologias mais avançadas, como autonomia condicional e veículos totalmente conectados à infraestrutura urbana, ainda não fazem parte da realidade nacional.
A seguir, os níveis de ADAS presentes — e ausentes — no mercado brasileiro, com exemplos práticos.
Nível 1 – ADAS de alerta e monitoramento
É o nível mais difundido no Brasil e representa o primeiro contato do consumidor com sistemas de assistência à condução. Nesse estágio, o veículo não interfere na condução, limitando-se a emitir alertas visuais, sonoros ou táteis para o motorista. Algumas marcas difundem a tecnologia mas que nesses carros não passam apenas de alertas. Neste caso não há nenhuma intervenção no veículo.

Entram nessa categoria recursos como alerta de colisão frontal, aviso de saída de faixa sem correção, monitoramento de ponto cego passivo e alerta de tráfego cruzado traseiro. A responsabilidade de reagir é integralmente do condutor.
Modelos de grande volume, como Chevrolet Onix, Volkswagen Polo e Fiat Pulse, oferecem esse pacote principalmente em versões intermediárias, refletindo a porta de entrada do ADAS no mercado nacional.
Nível 2 – Assistência ativa pontual
Neste nível, os sistemas passam a atuar fisicamente em situações específicas, ainda de forma isolada. É aqui que aparecem tecnologias como frenagem autônoma de emergência (AEB), correção ativa de trajetória em saídas involuntárias de faixa e assistente automático de farol alto.
Apesar da intervenção direta, o carro não mantém controle contínuo de aceleração, direção e frenagem ao mesmo tempo. O motorista segue como responsável integral pela condução.

SUVs como Nissan Kait, Jeep Renegade, Chevrolet S10 já operam nesse patamar em versões mais equipadas, especialmente após as últimas atualizações de linha. Alguns veículos contam com ACC completo mas não em todas as versões como Volkswagen Nivus e T-Cross por exemplo.
Nível 2+ – Condução assistida combinada
É o nível mais avançado disponível atualmente no Brasil. Aqui, o veículo consegue combinar aceleração, frenagem e correções de direção em condições específicas, principalmente em rodovias bem sinalizadas.
O destaque é a integração do controle de cruzeiro adaptativo (ACC) com o assistente ativo de permanência em faixa, permitindo que o carro acompanhe o fluxo do trânsito e faça ajustes contínuos no volante. Mesmo assim, a atenção do motorista é obrigatória, com sensores que monitoram o uso das mãos no volante.

Esse conjunto está presente em modelos como Jaecoo 7, Omoda 5, BYD Seal, Chevrolet Equinox, Toyota Corolla, Honda Civic, Volkswagen Taos e BYD Song Plus, hoje referências em ADAS no mercado brasileiro.
Nível 3 – Autonomia condicional (fora da realidade brasileira)
No nível 3, o veículo é capaz de assumir completamente a condução em cenários específicos, como rodovias mapeadas ou congestionamentos de baixa velocidade, permitindo que o motorista desvie a atenção por períodos limitados. A responsabilidade pode ser devolvida ao condutor quando solicitado.

Embora já homologado em mercados como Europa, Estados Unidos e Japão, esse nível não é permitido no Brasil, principalmente por entraves regulatórios, ausência de padronização viária e limitações legais sobre responsabilidade em caso de acidentes. Esse tipo de conectividade depende de uma aprovação da Anatel no Brasil o que ainda não foi regulamentado.

Sedãs de luxo como Mercedes-Benz Classe S e BMW Série 7 já utilizam esse tipo de sistema fora do País. Embora estes veículos sejam vendidos no mercado brasileiro, não dispõem deste nível de conectividade.
Níveis 4 e 5 – Veículos conectados e autonomia plena
Os níveis mais avançados de ADAS envolvem integração total com infraestrutura urbana, comunicação com semáforos inteligentes, mapas dinâmicos e redes de alta velocidade. No nível 4, o carro dispensa o motorista em áreas delimitadas; no nível 5, a condução é totalmente autônoma em qualquer cenário.
Essas tecnologias ainda estão restritas a projetos-piloto e frotas experimentais. No Brasil, a ausência de regulamentação, conectividade veicular padronizada e infraestrutura inteligente inviabiliza sua adoção atualmente.
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