Polícia desarticula quadrilha que furtava peças de carros e bloqueia R$ 16 milhões em bens
Quadrilha roubava peças de picapes em quatro estados e movimentou milhões de reais
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta semana, a Megaoperação Império, que desarticulou uma organização criminosa interestadual especializada no furto qualificado de caminhonetes de luxo, com foco principal nos modelos Toyota Hilux e Toyota SW4, que são líderes de segmento no Brasil.
A ofensiva teve atuação simultânea no Distrito Federal, Ceará, Goiás e Rio de Janeiro. 110 mandados judiciais e bloqueio de R$ 15,9 milhões.
Coordenada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) da PCDF, a operação cumpriu 110 mandados expedidos pelo Poder Judiciário, incluindo: 20 mandados de prisão preventiva, 23 mandados de prisão temporária, 49 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de sequestro cautelar de bens móveis, imóveis, valores e ativos financeiros segundo a própria polícia.

O bloqueio patrimonial totalizou R$ 15,9 milhões, valor equivalente ao prejuízo gerado pelo furto de 53 caminhonetes entre janeiro e dezembro de 2025. O objetivo da ação foi não só prender integrantes do grupo como asfixiar financeiramente a cúpula da organização criminosas.

As investigações, conduzidas ao longo de quase um ano, revelaram que o grupo possuía uma estrutura criminosa organizada e hierarquizada para furtar caminhonetes e enviar peças para desmanches já determinados. O desmonte era feito em tempo recorde para a comercialização ilegal de peças.

A polícia descobriu que a quadrilha também enviava peças para regiões de fronteira com o Paraguai e Bolívia e trocava os itens por drogas.
As investigações também identificaram supressão e alteração de sinais identificadores dos veículos como o chassi gravado em algumas peças e identificação de número de série de alguns componentes.

Os envolvidos na Megaoperação Império respondem por diversas infrações graves, tais como furto qualificado de veículos, organização criminosa, lavagem de dinheiro, e adulteração de sinais identificadores de veículos, com pena de 3 a 6 anos de reclusão, além de multa.

No caso da Toyota Hilux, líder de vendas do país, foram 49.721 unidades vendidas ao longo de 2025, segundo a Fenabrave.
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