Produção de veículos no país cresceu 3,5% em 2025, metade do esperado, diz Anfavea
Produção chegou a 2,6 milhões de unidades no acumulado do ano o que representou um crescimento de 3,5%
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A produção de veículos novos no país chegou a 2,6 milhões de unidades em 2025, representando um crescimento de 3,5%. “O segmento dos veículos pesados teve uma retração de quase 10% no acumulado e considerando veículos leves o crescimento chegou a 4,5%. Esse resultado nos manteve na oitava posição entre os fabricantes”, disse o presidente da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, Igor Calvet.
Em novembro de 2025 cerca de 219,1 mil veículos foram produzidos enquanto em dezembro a produção ficou em 184 mil, uma retração esperada em função da menor quantidade de dias úteis.

As vendas cresceram 2,1% com um acumulado de 2,690 milhões de autoveículos, o que ainda não fez o país retornar aos índices pré-pandemia.
Os juros altos persistentes, alta carga tributária e sinais de desaquecimento da economia estão entre os motivos que levaram a esses números, diz a entidade.

Importados cresceram mesmo com taxas
Ao todo, 498 mil unidades foram importadas ao longo de 2025. Mesmo com os esforços de conter as importações para proteger a indústria nacional com sobretaxas de até 35% sobre as importações de veículos chineses, os brasileiros optaram ainda mais por modelos importados ao longo do ano passado.

“A maior parte das importações são de produtos chineses que já chegam a 37% das importações. O movimento dessa linha mostra que de 2022 para cá as importações da China vem crescendo muito para um número recorde”, explica Igor Calvet.
A Anfavea defende o fim das cotas para veículos importados com impostos reduzidos para kits SKD/CKD. Em 2025 o Governo Federal estabeleceu uma cota de US$ 438 milhões, equivalente a 30 mil veículos produzidos com kits importados e a entidade defende a não prorrogação.
“Os kits chegam aqui prontos e toda a cadeia é afetada. Desde a compra de aço, os processos produtivos decorrentes disso com estamparia, soldagem, todo o setor é afetado. O resultado seria o empobrecimento da base produtiva do Brasil. Calculamos esse impacto em R$ 103 bilhões de perdas na economia, risco para 69 mil empregos nas montadoras e 227 mil no parque de fornecedores”, disse o presidente da Anfavea.

Caminhões em queda acentuada
Alguns segmentos cresceram proporcionalmente mais como as vendas dos veículos híbridos em 2025 com avanço de 60,8%. O segmento dos caminhões caiu até 20,5% no caso dos modelos pesados.
“Também notamos uma queda de 7% das vendas no varejo e 3,8% nas vendas para locadoras”, completou Calvet.

Eletrificados cresceram 60%
A Anfavea destacou o crescimento dos veículos eletrificados com mais de 260 mil unidades, chegando a uma participação de 14,9% nas vendas de modelos novos no país. “Dessas 260 mil unidades de novas tecnologias, com um destaque para dezembro, onde as vendas dos modelos híbridos plugin chegaram a 5.000 unidades de um mês para o outro”, destaca.

Exportações cresceram 32,1%
As exportações de veículos produzidos no país também tiveram um crescimento relevante.
Foram 528,8 mil unidades exportadas, com destaque para a Argentina que despontou com um crescimento econômico em 2025 e as exportações cresceram 85% também para a Colômbia.
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