Autos Carros R7 já andou no Golf GTE que chega ao país até o final do ano

R7 já andou no Golf GTE que chega ao país até o final do ano

Versão híbrida supera os 200Km por hora com 900km de autonomia

  • Autos Carros | Do R7

Golf GTE que está pronto para chegar ao país com solução híbrida que resulta em 204cv

Golf GTE que está pronto para chegar ao país com solução híbrida que resulta em 204cv

Guilherme Magna

A Volkswagen mostrou hoje, 8, em São Bernardo do Campo, a tecnologia presente no Golf GTE, novidade que chega ao mercado brasileiro até o final deste ano. O hatch deve estrear a tecnologia híbrida combinando motor a combustão 1.4 TSi de 150cv com um elétrico de 102cv que combinados resultam em 204cv.

Interior é do Golf GTI porém com detalhes na cor azul que simbolizam a nova linha híbrida VW

Interior é do Golf GTI porém com detalhes na cor azul que simbolizam a nova linha híbrida VW

Guilherme Magna

O R7 conheceu a novidade hoje e teve a oportunidade de andar com o Golf GTE e conhecer mais detalhes sobre este projeto que é o primeiro passo rumo à eletrificação dos modelos da marca.

Design

Autonomia mínima é de 22Km com 1 litro de gasolina e pode chegar a 66Km segundo a VW

Autonomia mínima é de 22Km com 1 litro de gasolina e pode chegar a 66Km segundo a VW

Volkswagen Divulgação

O Golf GTE será lançado oficialmente ainda esse ano no país e seguirá o estilo da versão GTI, com a diferença das linhas na grade frontal que ao invés de vermelha, elas são azuis simbolizando a eletrificação. O emblema da Volkswagen na grade frontal, também recebeu alterações, já que ali está o ponto de recarga das baterias.

Interior

Por dentro, a primeira sensação é entrar em um Golf GTI, com os tradicionais bancos em xadrez e a posição de dirigir confortável, com assento um pouco abaixo do volante. Ao olharmos para o câmbio DSG de seis velocidades, nos deparamos com as costuras azuis e um botão com as siglas GTE.

Cluster digital, se confirmado para a versão brasileira, será completa com indicação de nível de carga

Cluster digital, se confirmado para a versão brasileira, será completa com indicação de nível de carga

Volkswagen Divulgação

Na versão que testamos o cluster era analógico e não digital como é na versão GTI atual. A multimídia Discover Pro é bem intuitiva e mostra para o motorista o quanto o motor elétrico está consumindo de energia, ou se está carregando o motor a combustão, além de toda a funcionalidade já presente em outros carros da marca.

Suspensão

Traseira do Golf GTE que passa despercebido e pode ser confundida com a versão a combustão

Traseira do Golf GTE que passa despercebido e pode ser confundida com a versão a combustão

Guilherme Magna

Apesar da montadora não contar detalhes sobre o veículo, foi perceptível durante o nosso teste que a suspensão ganhou algumas modificações preservando a esportividade do carro sem abrir mão da precisão. Conforme o motorista altera os modos de condução, a suspensão vai se adaptando ao perfil escolhido. Essa funcionalidade já está presente no Passat, sedã de luxo da Volkswagen comercializado aqui. Devido ao maior peso, 1.615kg sendo 120kg só das baterias, a suspensão parece ter recebido reforços.

Motor e a sigla GTE

Agora vamos para a parte mais interessante do modelo, o motor. A Volkswagen equipou o Golf GTE com dois motores, um a combustão, o já conhecido 250 TSI, ou 1.4 turbo de 150cv, combinado a um motor elétrico de 75kW, ou 102cv. Juntos eles dão ao carro uma potência combinada de 204cv.

Costuras azuis da alavanca do câmbio e o botão "GTE" que resulta em potência máxima

Costuras azuis da alavanca do câmbio e o botão "GTE" que resulta em potência máxima

Guilherme Magna

Caso o motorista opte por utilizar apenas o motor elétrico, o carro consegue atingir uma velocidade de até 130km/h e tem autonomia de 50km.

Já os motores combinados dão uma autonomia para o carro de mais de 900km segundo a Volkswagen.

GTE foi mostrado em todos os detalhes, exceto o preço para o modelo que será vendido aqui

GTE foi mostrado em todos os detalhes, exceto o preço para o modelo que será vendido aqui

Guilherme Magna

O sistema híbrido inclui ainda componentes eletrônicos de força (que convertem a corrente contínua da bateria em corrente alternada para movimentar o motor) e um carregador. Um servo-freio eletromecânico e um compressor elétrico garantem a operação otimizada e energeticamente eficiente dos freios e ar-condicionado, especialmente quando o GTE é utilizado na função e-mode.

Ilustração mostra o trabalho do motor TSi com o propulsor elétrico

Ilustração mostra o trabalho do motor TSi com o propulsor elétrico

Volkswagen Divulgação

Vamos ao que os criadores do carro chama de “botãozinho da alegria”. O botão GTE quando acionado, ativa os dois motores dando ao carro o torque máximo (35,7kgfm) digno de um esportivo. O Golf vai de 0 a 100km/h em apenas 7,6 segundos atingindo a velocidade máxima de 222km/h.

Futuro

A Volkswagen anunciou que irá lançar até 2023, seis carros com motorização elétrica/híbrida. O Golf GTE é o primeiro a trazer a tecnologia e também o primeiro da ofensiva da montadora. O carro ainda não tem preço definido mas chega ao mercado brasileiro até o final do ano. 

Quando isso ocorrer, o GTE deverá ficar "sozinho" entre os hatches híbridos do mercado e tem potencial de ser o mais barato desse tipo do nosso mercado. Atualmente só a Chevrolet tem o Cruze hatch que não dispõe dessa tecnologia, o Corolla chega em breve mas apenas na carroceria sedã, o Mercedes-Benz C200 EQ Boost tem apenas sistema híbrido leve e outros modelos já pertencem a segmentos distintos, como os SUVs. Na Europa o Golf GTE custa o equivalente a R$ 160 mil.

Volkswagen Divulgação

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