Rivian vê vendas despencarem enquanto Tesla também enfrenta queda nos EUA
Marcas enfrentam desafios na eletrificação que busca eficiência e preços mais acessíveis
A Rivian terminou 2025 com um desempenho bem abaixo do esperado, refletindo um cenário desafiador para fabricantes de veículos elétricos nos Estados Unidos e no mundo.

A retirada do crédito fiscal federal de US$ 7.500 — encerrado em setembro — teve impacto imediato nas vendas da marca, que sofreu uma queda expressiva de demanda no fim do ano. Nos EUA, Tesla, BMW, Audi e Volkswagen estão enfrentando quedas nas vendas ainda abaixo do esperado considerando o segmento dos elétricos.

No quarto trimestre, a Rivian entregou apenas 9.745 unidades, um recuo de 31,3% ante o mesmo período de 2024, e fechou o ano com 42.247 veículos entregues, queda de cerca de 18% em relação aos 51.579 do ano anterior. A marca viu, de uma só vez, uma quantidade significativa de potenciais compradores se afastarem diante do fim dos subsídios e da redução de incentivos para EVs nos EUA.

Do lado da produção, os números também não empolgam: no quarto trimestre foram fabricadas 10.974 unidades, e ao longo de 2025 a produção total foi de 42.284 veículos, abaixo dos 49.476 de 2024. Apesar dos resultados, a Rivian afirmou que os números ficaram dentro do esperado e aposta no lançamento do R2 — um SUV elétrico mais acessível — para recuperar tração em 2026.
Tesla também sente a desaceleração

O ano de 2025 foi marcado por queda nas vendas da Tesla, inclusive enquanto outras fabricantes cresciam ou se ajustavam às mudanças no mercado global de elétricos.

Segundo dados compilados por agências de notícias e fontes de mercado, a Tesla encerrou 2025 com cerca de 1,63 milhão de veículos entregues, uma redução de aproximadamente 8,5% em comparação com os 1,78 milhão de unidades de 2024 — marcando o segundo ano consecutivo de queda nas vendas globais.
O quarto trimestre de 2025 também ficou abaixo das projeções: a Tesla teria entregue 418.227 carros, queda de 16% em relação ao mesmo período anterior, resultado inferior às expectativas de analistas.
Alem da queda na venda dos elétricos nos EUA, países como a França registraram queda de cerca de 66% em dezembro e recuaram significativamente no acumulado de 2025; na Suécia a queda foi de mais de 70%; e em países como Portugal e Espanha os números também despencaram, contribuindo para uma redução da participação de mercado na região.
Se na Europa a “culpa” está na ampla concorrência com as marcas chinesas em alguns países o fim dos incentivos de impostos para comprar um carro elétrico também contribuíram com os resultados ruins. Enquanto rivais como BYD ampliaram fortemente sua participação global, Tesla e Rivian lutam para ajustar preço, produto e estratégia ao novo patamar competitivo — o que já tem feito grandes marcas repensarem suas estratégias para 2026.
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