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São Paulo recebe 110 novos ônibus elétricos incluindo “super articulado” que roda 350km

Veículos super articulados tem autonomia para dois dias de operação na cidade com uma recarga

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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São Paulo recebe 110 novos ônibus elétricos incluindo “super articulado” que roda 350km Prefeitura de S.Paulo/Reprodução

A cidade de São Paulo deu mais um passo na eletrificação do transporte público com a chegada de 110 novos ônibus elétricos movidos a bateria, ampliando a maior frota desse tipo de veículo no país. O reforço inclui também quatro ônibus superarticulados, capazes de transportar grande volume de passageiros e com autonomia de até 350 km por carga.

São Paulo recebe 110 novos ônibus elétricos incluindo “super articulado” que roda 350km Prefeitura de S.Paulo/Reprodução

Com a nova entrega, a capital paulista supera 1.289 ônibus elétricos em operação, somando modelos a bateria e trólebus, consolidando a maior frota do Brasil e uma das maiores da América Latina. Hoje 10% da frota paulistana já é composta por modelos elétricos.


São Paulo recebe 110 novos ônibus elétricos incluindo “super articulado” que roda 350km Prefeitura de S.Paulo/Reprodução

A expansão faz parte do programa de transição energética do transporte coletivo, que prevê a substituição gradual dos veículos a diesel por modelos de emissão zero. Apesar dos avanços São Paulo cumpriu cerca de 20% das próprias metas de eletrificação da frota.


Frota elétrica já evita milhões de litros de diesel

A eletrificação da frota já tem impacto direto no consumo de combustível e nas emissões. Com os ônibus elétricos já incorporados ao sistema, a cidade deixa de consumir cerca de 43,5 milhões de litros de diesel por ano, o que representa redução de aproximadamente 100 mil toneladas anuais de CO₂.


Superarticulados elétricos chegam com autonomia de 350 km


Entre os novos veículos apresentados estão quatro ônibus elétricos superarticulados, desenvolvidos com tecnologia nacional. Os modelos têm cerca de 21,5 metros de comprimento e capacidade para transportar até 146 passageiros, tornando-se os maiores veículos elétricos do sistema paulistano.

O sistema de propulsão elétrica foi desenvolvido em parceria com a WEG e utiliza dois motores elétricos, garantindo desempenho semelhante ao de ônibus articulados a diesel mesmo em trechos com aclives ou tráfego intenso.

São Paulo recebe 110 novos ônibus elétricos incluindo “super articulado” que roda 350km Prefeitura de S.Paulo/Reprodução

Outro destaque é a autonomia: os superarticulados podem percorrer até 350 km com uma única carga, suficiente para cumprir a maior parte das jornadas diárias de operação no transporte urbano.

Motores elétricos e baterias de alta capacidade

Os novos ônibus elétricos utilizam conjuntos de tração com motores elétricos integrados ao eixo ou ao powertrain central, alimentados por baterias de alta capacidade instaladas no teto ou na traseira do veículo.

Entre as tecnologias presentes na frota paulistana estão baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) — amplamente utilizadas em ônibus elétricos por oferecerem maior durabilidade e segurança térmica. Em modelos semelhantes do mercado, esse tipo de bateria permite autonomia típica de cerca de 250 km por carga em uso urbano.

Nos veículos de maior porte e nos articulados mais recentes, a capacidade energética foi ampliada para permitir trajetos mais longos sem necessidade de recarga intermediária.

São Paulo lidera eletrificação do transporte no país

A capital paulista concentra a maior parte dos ônibus elétricos do Brasil e mais de 80% da frota desse tipo no território nacional, reforçando o protagonismo da cidade na transição energética do transporte coletivo.

Mesmo com os avanços, a expansão ainda ocorre abaixo da meta inicial do município, que prevê milhares de veículos eletrificados nos próximos anos. Parte dos desafios envolve a ampliação da infraestrutura de recarga e o reforço da rede elétrica para atender às garagens das empresas operadoras. No entanto a cidade já retrocedeu em suas próprias metas.

Isso porque a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação no final de 2024, um projeto que adia em 30 anos o prazo para a frota de ônibus ser 100% elétrica, mudando a meta para 2054, o que representa um retrocesso nas projeções anteriores.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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