Stella Li, da BYD, critica políticas para carros elétricos e híbridos em Davos
Executiva afirma que falta de previsibilidade regulatória e mudanças na tributação atrasam a mobilidade elétrica
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos 2026, a vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, fez críticas diretas à condução de políticas públicas voltadas aos carros elétricos e híbridos em diversos países.
Só na China, após uma definição de políticas de produção e infraestrutura, quase 13 milhões de veículos elétricos foram vendidos em 2025, crescimento de 17% sobre 2024.

Segundo a executiva, a ausência de um direcionamento claro por parte dos governos e as constantes mudanças em regras e impostos têm se tornado um dos principais entraves para o avanço da mobilidade elétrica no mundo.
A declaração foi feita durante um painel que discutiu o futuro dos veículos elétricos, em um momento em que mercados como Estados Unidos e Europa revisam incentivos fiscais, metas ambientais e estratégias industriais para a eletrificação da frota.

Sem citar exemplos, Stella Li se refere a mudanças na direção das políticas de incentivo como as mais recentes adotadas pelos Estados Unidos mas também a taxação da União Europeia e até mesmo a sobretaxa imposta pelo governo federal no Brasil que cobra 35% de impostos de importação para modelos elétricos que só são produzidos fora do país.
Falta de previsibilidade afeta a indústria automotiva
De acordo com Stella Li, o setor automotivo depende de estabilidade regulatória para planejar investimentos de longo prazo.
A executiva afirmou que mudanças frequentes em políticas de incentivo, tributação e metas de emissões geram insegurança para fabricantes e fornecedores, dificultando decisões sobre novos projetos e plataformas eletrificadas.

Ela destacou que o ciclo de desenvolvimento de um automóvel pode ultrapassar cinco anos, tornando incompatível a adoção de políticas públicas que mudam a cada ciclo político.
Segundo Li, esse cenário afeta diretamente a competitividade das montadoras e o ritmo de adoção dos carros elétricos e híbridos.
Incentivos fiscais e impacto no consumidor
A executiva da BYD também chamou atenção para os efeitos das políticas tributárias sobre o consumidor final.
Segundo ela, a revisão constante de incentivos fiscais para veículos elétricos cria um efeito de espera no mercado, levando compradores a adiar a decisão de compra na expectativa de novas regras ou benefícios.

Esse comportamento, explicou, reduz a previsibilidade da demanda e compromete o crescimento sustentado da mobilidade elétrica. Para Li, incentivos temporários ou mal calibrados não substituem políticas estruturadas e de longo prazo para o setor automotivo.
China avança com regras mais claras para eletrificação
Sem mencionar países específicos, Stella Li comparou o cenário internacional com o ambiente regulatório da China. Segundo a executiva, o avanço acelerado dos carros elétricos no país está diretamente ligado à clareza e continuidade das políticas industriais adotadas nos últimos anos.

Ela afirmou que a consistência regulatória permitiu às fabricantes chinesas investir em escala, desenvolver tecnologia local e reduzir custos de produção, fatores que hoje colocam o país em posição de liderança no mercado global de veículos eletrificados.
Debate global sobre o futuro dos carros elétricos
A fala da executiva ocorre em um momento de reavaliação das estratégias de eletrificação em várias regiões do mundo.
Governos discutem desde a tributação de veículos elétricos importados até a reformulação de subsídios e exigências ambientais, em meio à pressão por redução de emissões e fortalecimento da indústria local.
Para Stella Li, a transição para carros elétricos e híbridos é inevitável, mas depende diretamente de políticas públicas coerentes, previsíveis e alinhadas com o tempo de resposta da indústria automotiva.
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