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Tesla é proibida de usar o termo Autopilot na Califórnia: entenda o motivo

Propaganda leva o consumidor a erro, diz autoridade estadual de trânsito

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Chamado Autopilot foi descontinuado como pacote padrão Tesla/Divulgação

A Tesla foi obrigada a tirar o termo “Autopilot” de seus materiais de marketing no estado da Califórnia, EUA, — medida que impacta diretamente como seus sistemas de assistência à condução são apresentados aos consumidores e reflete um dos debates regulatórios mais intensos da indústria automotiva norteamericana.

Tesla foi obrigada a tirar o termo “Autopilot” de seus materiais de marketing no estado da Califórnia Tesla/Divulgação

O departamento de tráfego da Califórnia entende que o termo usado nas propagandas leva o consumidor a pensar que o veículo “dirige sozinho”.


Tesla não é vendido oficialmente no Brasil Tesla/Divulgação

A mudança, anunciada em fevereiro de 2026, evita a suspensão temporária das licenças de venda e fabricação que a empresa enfrentaria caso não se adequasse às exigências do Departamento de Veículos Motorizados da Califórnia (California Department of Motor Vehicles – DMV), órgão responsável pela fiscalização e proteção do consumidor na maior economia automotiva dos Estados Unidos.

Carregadores da Tesla Tesla/Divulgação

O imbróglio começou em 2022, quando o serviço estadual acusou a Tesla de usar termos como “Autopilot” e “Full Self-Driving (FSD)” de forma enganosa ao sugerir que veículos equipados com esses sistemas pudessem se conduzir autonomamente.


Concessionária da Tesla nos EUA Tesla/Divulgação

Em outubro de 2025, um juiz administrativo determinou que o uso desses termos violava a lei estadual, recomendando uma suspensão de 30 dias das licenças de fabricação e revenda da marca no estado. A Califórnia responde por cerca de um terço das vendas de veículos da Tesla nos EUA, o que fez com que a montadora se mobilizasse rapidamente para evitar a paralisação.

Mudança foi anunciada pela Tesla em fevereiro de 2026 Tesla/Divulgação

A solução encontrada foi relativamente simples, mas significativa: a Tesla descontinuou o uso da palavra “Autopilot” nos materiais de marketing no estado e passou a enfatizar a noção de supervisão humana constante em seus sistemas de assistência. O termo “Full Self-Driving” foi substituído por “Full Self-Driving (Supervised)” em comunicações oficiais, reforçando que o recurso ainda requer intervenção direta do motorista. Com essas alterações, o DMV anunciou que a empresa havia tomado as “medidas corretivas necessárias”, permitindo que suas operações de venda e fabricação continuem sem interrupção.


Mudanças a partir desse ano já foram feitas


A partir de janeiro de 2026, o chamado Autopilot foi descontinuado como pacote padrão, com os novos carros passando a equipar apenas o Traffic-Aware Cruise Control — sistema de cruzeiro adaptativo que ajusta velocidade em relação ao tráfego à frente.

Para ter acesso às funções mais avançadas de assistência, os consumidores ainda podem optar pela assinatura mensal do FSD Supervised, atualmente disponível por US$ 99 por mês, uma movimentação que reforça a aposta da empresa em receitas recorrentes de software.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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