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Testamos o Arrizo 5 que ganha novo câmbio CVT e fica mais econômico 

Sedã da Caoa-Chery quer mais espaço em um disputado segmento e muda pouco mais de ano e meio após lançamento

Autos Carros|Marcos Camargo Jr

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Praticamente um ano após lançar o Arrizo 5, a Caoa Chery anunciou algumas mudanças importantes no seu único sedã. Mantendo o bom motor 1.5 turbo flex de até 150cv a marca fez uma atualização no câmbio CVT que agora simula nove marchas. Entra em cena um carro até 11% mais eficiente, econômico e um pouco mais equipado para enfrentar uma vida difícil. Neste caso o Arrizo 5 enfrenta os sedãs compactos bem equipados como o Volkswagen Virtus (Comfortline e Highline), Chevrolet Onix Plus (LTZ e Premier), HB20 S Diamond Plus, Ford Ka 1.5 Titanium, Toyota Etios ou Yaris XLS, Nissan Versa, Fiat Cronos 1.8 HGT e o Honda City.

São duas versões: RT por R$ 74,5 mil e RTS por R$ 83,5 mil e poucas diferenças como teto e rodas
São duas versões: RT por R$ 74,5 mil e RTS por R$ 83,5 mil e poucas diferenças como teto e rodas

Visualmente o Arrizo 5 não teve nenhuma mudança e segue bem equipado. Há controle de estabilidade e tração além de distribuidor de frenagem EBD, dois airbags na versão RT e seis na RTS, freios a disco nas quatro rodas, sistema de partida com chave presencial e botão, central multimídia com Android e Apple CarPlay com sensor e câmera de ré, ar condicionado automático entre outros itens.


Agora na versão 2021 ele ganha freio de estacionamento eletrônico com função Auto Hold e novo cluster digital com computador de bordo.

A Caoa Chery fez questão de enfatizar a troca do câmbio, agora denominado "CVT 25". Com as mesmas dimensões, a engenharia recalibrou a transmissão que simula nove marchas porém a última só aparece no modo manual. A marca promete até 11% de economia de combustível. 


Interior sem mudanças é todo em preto e acompanha o tipo de material dos concorrentes
Interior sem mudanças é todo em preto e acompanha o tipo de material dos concorrentes

Testamos a novidade em um trajeto de aproximadamente 200km com um pequeno trecho urbano no trânsito pesado da capital paulista e nas estradas em boa parte do tempo. O novo câmbio fabricado pela chinesa WLY mostra relações um pouco mais diretas e rapidez para devolver força ao pisar no acelerador, principalmente após 2.500rpm. Mantendo 100km/h o Arrizo trabalha por volta de 2100rpm.

Apesar da potência interessante com 150cv com etanol (147cv com gasolina), o motor 1.5 turbo se mostra ruidoso às vezes e a direção fica virtualmente pesada em alta velocidade retardando as reações. O torque agora ficou em 21,4kgfm, ganho sensível frente aos 19,4kgfm da versão anterior. Mesmo confortável para os cinco ocupantes especialmente no banco traseiro com túnel baixo, a suspensão poderia ter curso um pouco mais longo e menos "seco" ao passar por buracos e valetas. 


Espaço interno é bom para cinco ocupantes com banco levemente inclinado
Espaço interno é bom para cinco ocupantes com banco levemente inclinado

A marca promete 11% maior economia com consumo de 12,9km/l na estrada e 11km/l na cidade enquanto com etanol ele chega a 9,4km/l na estrada e 7,6km/l na cidade. Durante o nosso teste de estrada, em acelerações mais vigorosas e abastecido com etanol a média ficou em 11,8km/l.

A 120km/h o Arrizo roda a 2.500rpm com consumo de 11,8km/l
A 120km/h o Arrizo roda a 2.500rpm com consumo de 11,8km/l

A multimídia tem som de boa qualidade com tela de 8 polegadas e conexão com Android (sem o sistema Android Auto) e Apple CarPlay. Fica a ressalva apenas pelo ofuscamento da tela em dias ensolarados e o fato do equipamento ter apenas uma entrada USB no console. Os passageiros do banco traseiro ainda ficam sem ponto de carga ou saída do ar condicionado.


Veja a avaliação do canal Autos TV com o Arrizo 5 2021.

Certamente o preço do Arrizo 5 o coloca como um competente aspirante a protagonista em um segmento disputado por produtos de marcas bem tradicionais. O sedã tem três anos de garantia para o veículo e cinco anos de garantia para o motor e câmbio. É vendido em duas versões: RT por R$ 74,5 mil e a RTS por R$ 83,5 mil.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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