Teste: Leapmotor B10 tem o “tamanho certo” contra BYD, Geely e GWM?
Modelo médio chega somente elétrico e com preço competitivo além de espelhamento sem fio

A Leapmotor chegou há poucos meses com expectativa de acelerar a eletrificação do grupo Stellantis. Vem sondando o mercado com o C10 EREV chamado de “ultra híbrido”, o C10 EV e agora aumenta o portfólio com o B10. Com preço inicial de R$ 182.990, o modelo entra na mesma faixa de BYD Yuan Pro (R$ 182.990), abaixo do Geely EX5 (a partir de R$ 205.800), distante do Yuan Plus, que parte de R$ 269.990 e já evoluiu para versões com mais de 400 cv e tração integral além do futuro GWM Ora 05. O R7-Autos Carros avaliou o B10 em percurso entre São Paulo e Cabreúva.
Leapmotor B10
A estratégia comercial inclui diferentes faixas de preço conforme o perfil do cliente. Com veículo usado na troca, o valor cai para R$ 175.990, com financiamento a taxa zero e wallbox incluso. Para PCD, parte de R$ 161.390. Taxistas têm preço de R$ 141.190, enquanto compras via CNPJ começam em R$ 168.290. Sem dúvida é bem competitivo no preço e na proposta de “mais por menos”.

E se no visual as linhas limpas e arredondadas não trazem grandes novidades para cliente já que o B10 é um C10 menor, por outro lado há novidades em conteúdo e isso começa pelo motor.

O conjunto elétrico é composto por motor traseiro de 160 kW (218 cv) e 240 Nm, com tração traseira. A aceleração de 0 a 100 km/h é declarada em 8 segundos e a velocidade máxima chega a 170 km/h. A bateria de 56,2 kWh garante autonomia de até 288 km no padrão do Inmetro com expectativa de até 350km no ciclo urbano ainda a ser testado.

O SUV utiliza a plataforma Leap 3.5, dedicada a elétricos, com foco em redução de massa — segundo a marca, o sistema integrado é até 19% mais leve que soluções convencionais. A arquitetura inclui distribuição de peso próxima de 50:50 e suspensão independente nas quatro rodas (McPherson na dianteira e multilink na traseira).

Em dimensões, o B10 mede 4,51 m de comprimento, 1,88 m de largura, 1,67 m de altura e 2,73 m de entre-eixos. O porta-malas tem 405 litros, com compartimento frontal adicional de 21,5 litros. A cabine traz 22 porta-objetos e aposta em central multimídia de 14,6 polegadas, painel digital de 8,8”, teto solar panorâmico, câmera 360°, sete airbags e pacote ADAS nível 2, com piloto adaptativo, centralização de faixa e frenagem automática.

Teste com o B10
Na condução, o B10 prioriza conforto. O balanço traseiro generoso e a amplitude interna fazem parecer que se está a bordo de um carro maior. A tração traseira entrega comportamento previsível, sem foco esportivo. A suspensão tem calibração mais firme que parte dos rivais chineses e mantém bom controle de carroceria em rodovia.

O acabamento segue padrão consistente, com bancos de espuma macia, painel limpo e forrações bem arrematadas. Entre os pontos de atenção estão a ausência de ajuste elétrico para o banco do motorista e a amplitude limitada da regulagem do volante.

Vale considerar que o Leapmotor B10 traz espelhamento sem fio para celulares, o que o C10 ainda não tem. Os comandos são de certa forma intuitivos mas tudo é controlado na tela o que requer cuidado.

Durante o teste, a autonomia observada superou o número oficial do Inmetro em uso misto, embora esse resultado dependa de condições de condução e ainda precise de avaliação mais extensa. O B10 é oferecido em quatro cores: Roxo Aurora, Branco Lunar, Preto Eclipse e Cinza Tundra.
Com preço próximo ao Yuan Pro e abaixo de Yuan Plus e EX5, o Leapmotor B10 se posiciona como alternativa competitiva dentro do segmento, apoiado pela estrutura industrial da Stellantis. Pode ser mais um modelo a ganhar sistema EREV de motor gerador no futuro, o que também deve acontece quando o A10 que já existe na Europa chegar por aqui. A produção nacional, prevista para Pernambuco, faz parte da estratégia da marca para ganhar escala no mercado brasileiro.
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