Teste: Mitsubishi Eclipse Cross HPE-S 2025 é alternativa racional no mundo 4X4
Modelo custa menos que os concorrentes com tração integral mas idade pesa contra o SUV médio
O segmento de SUVs médios passa por um período de transição com a chegada de tantos modelos eletrificados. Mas há quem sobreviva bem nesse cenário com produtos mais tradicionais. É o caso do líder Jeep Compass que está na mesma geração desde 2016 e também o Mitsubishi Eclipse Cross lançado em 2019. Mesmo com visual que acompanhou as evoluções de estilo nos últimos anos o SUV tem o “peso da idade” mas hoje se posiciona como uma boa relação entre custo e benefício.

O R7-Autos Carros testou a versão topo de linha HPE-S que é o 4X4 mais barato do país por R$ 225,9 mil.Vale dizer que apesar do projeto de seis anos, o Eclipse Cross HPE-S tem visua que agrada.

A dianteira com o “Dynamic Shield” destaca os farois que são em LED, os auxiliares grandes como no Outlander PHEV, o perfil altivo e uma traseira sem o polêmico aerofólio que dão esportividade ao SUV.A linha 2026 não teve grandes mudanças.

Basicamente o Eclipse Cross ganhou novas rodas, multimídia sem fio de 12 polegadas com espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto e suporte a GPS offline.O porta-malas ganhou abertura e fechamento elétricos na versão topo de linha, pacote de alertas e auxílio à condução com monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado, frenagem automática de emergência, além de freio de estacionamento eletrônico com função Auto Hold.

Mesmo com longo tempo de mercado, o Eclipse Cross tem suas surpresas. O porta-malas de 473 litros é ótimo, há sete airbags e ainda que fique devendo um pacote ADAS que vá além dos alertas vem bem recheado com ajustes elétricos e aquecimento dos bancos, teto solar elétrico duplo com duas aberturas independentes, volante multifuncional, ar-condicionado digital dual-zone, carregador por indução e múltiplas portas USB incluindo USB-C.

Na motorização a fórmula não muda. O HPE-S traz o motor 1.5 turbo MIVEC a gasolina, com 165 cv e 25,5 kgfm de torque associado ao câmbio automático do tipo CVT com simulação de 8 marchas e tração do tipo integral S-AWC. Aqui está seu maior diferencial que é a tração integral fazendo do Eclipse Cross o modelo mais barato em sua classe.

Teste na estrada e fora de estrada
Testamos o Mitsubishi ao longo de 700km por uma semana. Por fora o desenho se mantém atual e ainda chama a atenção mas por dentro existe um ar retrô com paineis e molduras já bem antiquados. O painel é quase todo analógico mas é completo com computador de bordo, marcador de temperatura e outros comandos.

Mas isso não é um problema se o comprador não ligar para telas e comandos táteis modernos. O Eclipse Cross é um SUV muito bem feito, com bons encaixes, superfície suave ao toque nas portas e nas forrações. Mesmo com um universo de botões físicos, é um carro racional e bem equipado.

Além dos airbags, traz aquecimento de bancos com acionamento por botão, controle de tração e modos de condução, acionamento do freio eletrônico por botão entre outros.

O motor 1.5 turbo dá conta do recado mas requer paciência. Com 0-100km/h na faixa dos 11s, o câmbio CVT não aproveita ao máximo os 165cv. É um pouco lento sem compromisso com desempenho.

Ajuda a suspensão traseria que é do tipo Multilink que contribui para o conforto a bordo. Na cidade se ouve mais o trabalho do motor MIVEC com o ruído alto mas na estrada o Eclipse Cross tende a ser bem sutil e confortável sem cansar nas viagens.

Também rodamos cerca de 35km com o Eclipse Cross no final da Mit Cup, um evento que reuniu na final mais de 3.000 veículos e mais de 140 veículos em quatro competições diferentes com SUVs e picapes.

Rodamos na cidade de Mogi Guaçu e Espírito Santo do Pinhal em estradas de terra, viagem proposta pelo Rally de Regularidade da marca onde o carro se mostrou valente e apto a andar fora do asfalto.
Com a tração 4X4 sob demanda, o Eclipse Cross surpreende pelo desempenho e aproveitamento da tração e do motor turbo.O consumo ao longo do teste ficou em 9km/l na cidade e 11,5km/l na estrada o que é razoável lembrando que o motor 1.5 turbo é apenas gasolina e não flex.

Mas isso não é privilégio da Mitsubishi já que o Compass topo de linha com tração 4X4 com motor 2.0 turbo também bebe apenas gasolina.
Conclusão
O Mitsubishi Eclipse Cross não traz o frescor da juventude mas pode ser uma alternativa bem racional para quem quer entrar no universo dos SUVs com tração 4X4 dentro de uma faixa de custo benefício.

Com cinco anos de garantia, o Eclipse Cross é uma boa chance de surpreender o consumidor pelo reconhecido bom pós venda da marca. Essa maturidade e custo benefício fizeram as vendas do Cross crescerem no portfólio da Mitsubishi que é bastante enxuto mas pode agradar os consumidores mais tradicionais dentro de uma faixa de preço interessante.
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