Toyota Century: a história do carro de luxo japonês que virou SUV
Lançado em 1967, sedã sempre usou a base dos maiores veículos da marca e agora ressurge com motor híbrido em carroceria SUV
Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

A Toyota lançou em 1967 um carro para as autoridades da família imperial japonesa que não poderia jamais ser um sedã europeu ou norte americano. Assim, para poucos e exclusivos cientes foi lançado o Century em 1967. Este automóvel clássico está prestes a ganhar uma nova versão atualizada para o corpo de SUV.

Mas qual a história por trás do luxuoso Toyota que nunca se tornou um Lexus?
A história remonta os anos 1960 e o desejo da Toyota de ingressar em segmentos de maior valor agregado. Surgiu então um carro feito a mão para clientes exigentes. O Century tinha proporções generosas, linhas limpas, faróis retangulares, muitos cromados mas sem o exagero que ainda era comum na época.

Estava disponível com motor V8 traseiro, evolução de um seis cilindros que vinha no Crown Eight, então modelo mais caro da Toyota. Como tinha produção limitada a marca jamais lhe deu conotações de volume e a produção esperada levava a uma fila de espera de vários meses.

Importante notar que o Century é o único Toyota com emblema da Fenix que remete à família imperial japonesa e sempre trouxe itens exclusivos. Concorrentes como o Nisssan President, Mitsubishi Debonair e Mazda Roadpacer ou Isuzu Statesman de Ville, para citar as empresas do Japão, bem que tentaram mas jamais tiveram o prestígio do Century.

Ele mudou pouco ao longo dos anos. Em 1971 ele tinha climatização automática e em 1973 deixava de usar câmbio manual que era opcional. Em 1978 passava a usar injeção eletrônica e em 1982 usaria um novo motor 4,0 litros V8.

O crescimento do Japão nos anos 1980 fez muitos empresários procurarem o Century que era símbolo de status e prestígio do próprio país. De 1.027 unidades construídas em 1985 passaria a 2.117 em 1989. A partir daí a Toyota queria o prestígio premium para todos e lançaria a marca Lexus.

No mesmo ano surgiria a versão Limousine com 5,77m de comprimento com 3,51m de entre-eixos.

Em 1997 ele ganharia uma nova versão que seria na verdade uma geração totalmente nova. O motor era um V8 5,0 litros de 276cv e havia novo câmbio automático, ar digital e outros mimos como telefone via satélite a bordo, item que aparecia de modo convencional no final dos anos 1980.

Em 2006 viria uma nova geração chamada Century Royal. O motor passaria a um V12 5,0 litros de 276cv e 46kgfm de torque. Sua produção seria reduzida drasticamente não por rejeição mas pela oferta das marcas europeias de volta ao Japão e era um carro avaliado em US$ 500.000.

Em 2018 ele ganharia uma outra geração (G60) que estreava muitos itens que viriam para outros Toyotas como o sistema Safety Sense e também era híbrido com o sistema Hybrid Synergy Drive com motor 5.0 V8 e sistema auxiliar elétrico que dava a mesma potência do V12 e consumo superior a 13km/l.

E como os tempos mudaram, agora a Toyota se prepara para converter o Century em um crossover de grande porte dada a preferência, mesmo do consumidor de marcas de luxo, para carrocerias desse tipo.

Agora o Century se torna um SUV de luxo japonês. Grande, mescla elementos de modelos como Bentley e exibe 5,20 de comprimento, 1,99 de largura e 1,80m de altura. O motor é um 3.5 V6 a gasolina com motor elétrico do tipo plugin e câmbio CVT com potência combinada de 411cv. Mas quem quiser comprá-lo precisará entrar na fila dos revendedores selecionados da Toyota para conhecer de perto a novidade.
Gosta de história? Veja a matéria do R7-Autos Carros no museu de carros que a marca preserva dentro da fábrica de Sorocaba, interior de São Paulo.














