Bastidor da diplomacia vê movimento dos EUA como tentativa de enrolar Moraes
Embaixada americana sonda Itamaraty sobre visita de enviado de Trump ao Brasil; mas real intenção seria se reunir com Bolsonaro

A embaixada dos Estados Unidos fez uma sondagem informal ao Itamaraty para avaliar a possibilidade de autoridades brasileiras receberem um enviado especial de Washington, que deve chegar ao país na próxima segunda-feira (16).
Segundo relatos de diplomatas ouvidos pela coluna, o contato ainda não foi formalizado com pedido oficial de agenda. A abordagem preliminar foi feita nesta quarta-feira (11).
O emissário que deve desembarcar no Brasil é Darren Beattie, enviado presidencial para missões especiais do governo de Donald Trump.
A visita ocorre em meio a uma articulação para que ele se encontre com o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em Brasília. Advogados do ex-mandatário pediram ao STF autorização para que Beattie o visite entre a próxima segunda e terça-feira (16 e 17), durante a passagem do emissário americano pelo país.
A solicitação foi encaminhada ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que autorizou a visita na quarta-feira (18).
A defesa pediu que o ministro reconsiderasse a data. No entanto, a visita oficial precisaria ser justificada por alguma reunião com autoridade do Itamaraty ou de relações internacionais do Planalto, o que não havia acontecido.
Um diplomata afirmou, em reservado, que o pedido seria uma tentativa de “enrolar o ministro Alexandre de Moraes” e disse que o Itamaraty ainda está “avaliando” a possibilidade.
Nos últimos meses, o governo americano chegou a impor sanções e suspender o visto de Moraes, medidas que o governo brasileiro classificou como ingerência em assuntos internos e respondeu com protestos diplomáticos.
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