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Discurso de Lula na CELAC terá foco em cooperação regional e recado contra intervenções estrangeiras

Presidente não deve tratar diretamente da movimentação dos EUA para classificar facções brasileiras como organizações terroristas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula irá focar em cooperação regional e desenvolvimento econômico em discurso na CELAC.
  • A defesa da soberania dos países da América Latina será um dos principais eixos do discurso.
  • O presidente evitará falar sobre a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos EUA.
  • Estão previstas discussões sobre soluções conjuntas para os problemas da região e exploração de minerais críticos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula vai falar na Cúpula da CELAC, na Colômbia, neste sábado (21) Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil — 09.03.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve levar à Cúpula da CELAC (bloco formado por 33 países da América Latina e Caribe) um discurso com forte ênfase em cooperação regional, combate à fome e desenvolvimento econômico — mas também com recados políticos claros, ainda que sem citar diretamente os Estados Unidos. O encontro de líderes será neste sábado (21), em Bogotá, na Colômbia.

Ao blog, fontes da diplomacia e do Palácio do Planalto afirmaram que entre os principais eixos políticos do discurso está a defesa da soberania dos países da América Latina e Caribe, com críticas a intervenções externas, e a sinalização de que o Brasil tem atuado no combate ao crime organizado.


A ideia é reforçar uma mensagem de equilíbrio: ao mesmo tempo em que se posiciona contra ingerências estrangeiras na região, o governo brasileiro quer demonstrar que não é omisso diante da escalada da criminalidade transnacional.

O discurso ainda está em elaboração, mas deve ser ancorado em uma agenda positiva e na exploração de minerais críticos, tema estratégico na transição energética. Também devem entrar diagnósticos sobre os principais problemas da região e possíveis soluções conjuntas.


Um tema sensível, no entanto, deve ficar de fora. Lula não deve tratar na cúpula da movimentação dos Estados Unidos para classificar facções brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas — uma possível justificativa para novos movimentos militares americanos na região.

De acordo com fontes ouvidas pelo blog, esse é um assunto considerado bilateral e que precisa ser discutido diretamente entre Brasil e Estados Unidos, não em um fórum multilateral como a CELAC. Ainda não há previsão de encontro entre Lula e Donald Trump para tratar do tema.


Relatos da diplomacia indicam que, nas conversas recentes, autoridades americanas têm focado na cooperação para combater o tráfico e o crime organizado, sem avançar formalmente na classificação dessas facções como grupos terroristas.

O governo brasileiro, por sua vez, ainda não tem clareza sobre os possíveis desdobramentos de uma eventual mudança nesse enquadramento.


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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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