Discurso de Lula na CELAC terá foco em cooperação regional e recado contra intervenções estrangeiras
Presidente não deve tratar diretamente da movimentação dos EUA para classificar facções brasileiras como organizações terroristas
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve levar à Cúpula da CELAC (bloco formado por 33 países da América Latina e Caribe) um discurso com forte ênfase em cooperação regional, combate à fome e desenvolvimento econômico — mas também com recados políticos claros, ainda que sem citar diretamente os Estados Unidos. O encontro de líderes será neste sábado (21), em Bogotá, na Colômbia.
Ao blog, fontes da diplomacia e do Palácio do Planalto afirmaram que entre os principais eixos políticos do discurso está a defesa da soberania dos países da América Latina e Caribe, com críticas a intervenções externas, e a sinalização de que o Brasil tem atuado no combate ao crime organizado.
A ideia é reforçar uma mensagem de equilíbrio: ao mesmo tempo em que se posiciona contra ingerências estrangeiras na região, o governo brasileiro quer demonstrar que não é omisso diante da escalada da criminalidade transnacional.
O discurso ainda está em elaboração, mas deve ser ancorado em uma agenda positiva e na exploração de minerais críticos, tema estratégico na transição energética. Também devem entrar diagnósticos sobre os principais problemas da região e possíveis soluções conjuntas.
Um tema sensível, no entanto, deve ficar de fora. Lula não deve tratar na cúpula da movimentação dos Estados Unidos para classificar facções brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas — uma possível justificativa para novos movimentos militares americanos na região.
De acordo com fontes ouvidas pelo blog, esse é um assunto considerado bilateral e que precisa ser discutido diretamente entre Brasil e Estados Unidos, não em um fórum multilateral como a CELAC. Ainda não há previsão de encontro entre Lula e Donald Trump para tratar do tema.
Relatos da diplomacia indicam que, nas conversas recentes, autoridades americanas têm focado na cooperação para combater o tráfico e o crime organizado, sem avançar formalmente na classificação dessas facções como grupos terroristas.
O governo brasileiro, por sua vez, ainda não tem clareza sobre os possíveis desdobramentos de uma eventual mudança nesse enquadramento.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp













