Lula na Celac vira peça-chave em meio à pressão dos EUA sobre a América Latina
Mesmo esvaziada, cúpula é vista como estratégica pelo Planalto; ausência de Lula ampliaria sinal de fragilidade regional

Mesmo diante da previsão de um encontro esvaziado na cúpula da Celac, marcada para este sábado (21), em Bogotá, na Colômbia, a avaliação do Planalto é que a ausência de Lula representaria um sinal claro de fragilidade da América do Sul em um momento de forte pressão externa.
Em meio a disputas geopolíticas e ao avanço da influência dos Estados Unidos na região, líderes latino-americanos tentam reafirmar sua autonomia e capacidade de articulação conjunta. Nesse contexto de tensões crescentes, a presença — ou ausência — em fóruns como a Celac ganha peso muito além do simbólico.
A expectativa é que os países presentes reforcem críticas à atuação de atores externos na região, especialmente dos Estados Unidos, em um movimento de defesa da soberania latino-americana.
Ainda não há data definida para o encontro entre Lula e Donald Trump, mas a possibilidade segue em aberto. O entrave, neste momento, é o cenário internacional marcado por conflitos, que dificulta o avanço de agendas diplomáticas. Interlocutores do Planalto afirmam que episódios recentes, como a negativa de visto ao emissário americano, Darren Beattie, ou eventuais declarações do presidente brasileiro sobre o contexto internacional, não prejudicaram as tratativas.
As conversas entre os dois países continuam em nível técnico, com destaque para a cooperação no combate ao crime organizado. A Polícia Federal mantém atuação conjunta com autoridades americanas, e o Brasil já encaminhou uma proposta formal sobre o tema ao governo norte-americano.
Caso a reunião entre os presidentes se concretize, esse deve ser um dos principais pontos da agenda, ao lado de temas como lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas e questões comerciais.
Há interesse do lado americano em receber Lula na Casa Branca, mas o governo brasileiro ainda aguarda definições sobre o formato e a data da eventual visita. Paralelamente, a diplomacia brasileira trata com cautela a possibilidade de os EUA classificarem facções criminosas do país como organizações terroristas. A avaliação interna é de que a medida dificilmente sairá do papel. Ainda falta clareza ao governo brasileiro sobre os critérios da eventual classificação e possíveis impactos.
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