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Romeu Zema quer o Brasil, mas tem dificuldade em conquistar Minas Gerais

Abaixo de Lula e Flávio Bolsonaro nas intenções de voto dos mineiros, governador larga com dificuldades em sua própria terra

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Romeu Zema enfrenta dificuldades nas eleições presidenciais em Minas Gerais, com apenas 15% de intenções de voto.
  • Lula e Flávio Bolsonaro lideram a corrida eleitoral, enquanto Zema luta para emplacar seu sucessor, Matheus Simões.
  • Aprovação de Zema entre os mineiros é alta, mas 30% consideram seu governo apenas regular, mostrando falta de entusiasmo.
  • Os eleitores estão indecisos, refletindo uma das disputas mais abertas do Brasil, com 75% de indecisos na espontânea.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Romeu Zema, governador de Minas Gerais, aparece atrás de Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas no estado Marcelo Camargo/Agência Brasil/Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Aécio, quem conhece não vota.” Foi com esse mantra que o PT e a campanha de Dilma Rousseff, em 2014, difundiram para todo o Brasil que Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, havia perdido as eleições no primeiro turno para ela no estado. Dilma teve 43% dos votos dos mineiros, ante 40% de Aécio.

Se com essa proximidade a pecha pegou, imagina para alguém que hoje tem apenas 15%, vendo seus dois principais adversários imprimirem de 16 a 20 pontos de vantagem sobre ele.


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O retrato da pesquisa presidencial no estado, comandada pela Real Time Big Data, é esse. Lula, com 35%, e Flávio Bolsonaro, com 31%, polarizam a eleição, deixando o governador Romeu Zema em um pelotão abaixo das discussões.

Um dado que mostra o pouco ânimo do mineiro com o governo Zema está nos detalhes de sua aprovação. Quando perguntados se aprovam ou não a gestão estadual, 60% dos entrevistados admitem aprovar; entretanto, ao se abrir a qualidade da aprovação, vê-se que 30% consideram ótimo ou bom o governo e 36% o acham regular.


Isso significa que metade dos que aprovam, o fazem sem entusiasmo. É uma aprovação que vem muito mais de um comparativo com o desastre de opinião pública que foi o governo Pimentel, gestão anterior comandada pelo PT, do que propriamente defesa de Zema.

Sem esse apoio massivo, Zema tem tido dificuldades em conseguir emplacar seu sucessor, Matheus Simões, vice-governador do estado. O pré-candidato ainda tem 36% de desconhecimento total e precisará trabalhar demais nas articulações políticas para vencer as eleições.


Em cenários testados, muito tumultuados, Simões não ultrapassa a casa dos dois dígitos, mostrando que sua missão é bastante difícil. No entanto, quando os cenários se abrem, é possível ver que o vice-governador tem boa votabilidade e cresceria na disputa, principalmente se a direita compuser em torno de seu nome.

A falta de candidaturas que tenham maior conexão com o interior do estado é um fator que também pode ajudar o candidato governista. Em regiões como o Sul, o Triângulo e o Alto Paranaíba, fortes no agronegócio, Zema tem melhores índices e ajuda a impulsionar a ideia da continuidade da gestão.


Já, em outras partes, como na região metropolitana de Belo Horizonte, principalmente, a montagem das candidaturas será mais importante do que os feitos do governo para essa alavancagem.

Com críticas sobre certa inoperância de seu mandato, os mineiros mostram ressalvas quanto a algumas políticas adotadas por Zema, como a da renúncia fiscal, que não tem barateado o dia a dia das pessoas, ou até mesmo a dificuldade em se concluir privatizações, que, por mais que não haja grande entendimento sobre os benefícios da ação, revelam certa fraqueza da gestão.

O aumento do próprio salário é outro ponto que não coaduna com a imagem de transparência do governador e gera muitas críticas. Poucos entendem a necessidade constitucional da medida. A manchete vende mais do que a razão na discussão.

Anestesiados com a situação do país e pouco animados com a política local, os eleitores mineiros parecem não ter ainda resolvido sua situação para o pleito de outubro.

As altíssimas taxas de indecisão em alguns cenários estimulados, com mais de um terço dos respondentes apontando não saber em quem votar, refletem bem isso. Na espontânea, os 75% de indecisos revelam uma das disputas mais abertas do Brasil.

Zema, caso queira se tornar presidente da República, precisa melhorar sua situação em seu próprio quintal. A fama de quem conhece não vota já foi fatal para um mineiro e pode conduzir a linha narrativa de ataque a outro.

Aécio perdeu o Brasil e, por não dar a atenção necessária, perdeu Minas. A escolha de Pimenta da Veiga não agradou e o PT, com Fernando Pimentel, assumiu o Palácio Tiradentes.

Como empresário astuto que é, o governador mineiro precisa se espelhar em cases de sucesso e insucesso para montar sua estratégia. O bom é que para isso ele tem exemplos na própria trajetória política de seu estado.

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