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Quais as oportunidades para fazer fusão e aquisição? De startup até médias empresas

M&A de empresas: é o momento em que estratégia, gestão e oportunidade se encontram

Blog do Empreendedor|André Sant’AnnaOpens in new window

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Medida é ferramenta estratégica de evolução empresarial Reprodução/Freepik

Durante muito tempo, falar de M&A (fusões e aquisições) parecia apenas coisa de grandes corporações. Mas o mercado mudou.

Hoje, startups e médias empresas também estão entrando nesse jogo, seja para crescer, captar investimento, unir forças ou até realizar o tão sonhado exit.


E o mais importante: o M&A não é apenas uma transação financeira. É uma ferramenta estratégica de evolução empresarial.

O que é, na prática, um M&A?

M&A significa Mergers and Acquisitions ou, em bom português, fusões e aquisições.


Mas, na prática, é o processo em que duas empresas se unem (fusão) ou uma adquire a outra (aquisição) com o objetivo de crescer, ganhar mercado, reduzir custos ou inovar.

É o momento em que estratégia, gestão e oportunidade se encontram.


E entender como ele funciona é essencial para qualquer empreendedor que quer crescer de forma estruturada, independentemente do tamanho do negócio.

Oportunidades para cada estágio de empresa


1. Startups: o M&A como trampolim de crescimento

Para startups, o M&A é uma porta de aceleração.

Pode acontecer de duas formas:

● Quando uma empresa maior adquire uma startup para ganhar tecnologia, inovação ou agilidade.

● Ou quando duas startups se unem para somar forças e conquistar mercado mais rápido.

Nesse cenário, o foco não está apenas no faturamento, mas no potencial de crescimento, modelo de negócio e equipe.

O segredo é construir uma operação sólida e escalável, com métricas claras e governança mínima, porque é isso que atrai olhares de investidores e compradores.

2. Empresas médias: o M&A como estratégia de consolidação

No universo das médias empresas, o M&A é uma forma de sobreviver e crescer sem depender de capital externo.

Duas empresas do mesmo segmento podem se unir para:

● Aumentar poder de compra e margem;

● Compartilhar estrutura e reduzir custos fixos;

● Expandir território e base de clientes;

● Tornar-se mais competitivas diante de players maiores.

Essas fusões regionais estão cada vez mais comuns no Brasil, principalmente nos setores de serviços, tecnologia, saúde e educação.

O que antes parecia distante, hoje é uma estratégia de fortalecimento local e de ganho de escala.

3. Grandes empresas: o M&A como motor de inovação

Para empresas consolidadas, o M&A é um caminho de inovação e expansão.

Startups menores são adquiridas para acelerar digitalização, diversificar produtos e incorporar talentos (o chamado acqui-hiring).

É o movimento que mantém gigantes competitivos em um mercado em constante transformação. Enquanto isso, as médias empresas que se preparam com visão estratégica se tornam alvos desejados para essas aquisições.

O que separa quem aproveita oportunidades de quem é engolido por elas

Empresas que se beneficiam de M&A têm uma coisa em comum: preparo.

Antes de pensar em vender, comprar ou fundir, é essencial ter:

● Governança e organização financeira: sem controle de caixa, DRE e indicadores, não há negociação possível.

● Clareza de valuation: saber quanto seu negócio vale e por quê.

● Reputação de mercado: marca sólida e histórico ético são diferenciais.

● Visão estratégica: entender para onde quer ir e que tipo de parceiro faz sentido nessa jornada.

Sem isso, o empresário corre o risco de transformar uma boa oportunidade em um péssimo negócio.

Como se preparar para um futuro de M&A

Mesmo que hoje sua empresa ainda seja pequena, pense grande.

Construa processos, cuide da imagem da marca, registre dados e mantenha uma cultura de transparência.

Essas práticas criam o que o mercado mais valoriza: previsibilidade e credibilidade.

E quando o momento certo chegar (seja para captar, vender ou crescer com outro player), você estará pronto para sentar à mesa com segurança e propósito.

Conclusão

O M&A não é apenas um movimento financeiro.

É uma decisão estratégica de maturidade. Ele permite que empresas de todos os tamanhos avancem mais rápido, com menos risco e mais estrutura.

O jogo mudou.

Não é mais sobre ser grande para fazer M&A, é sobre pensar grande e estar preparado para isso.

📌 Por André Sant’Anna, conselheiro de empresas e mentor de empreendedorismo

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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