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Bolsonaro diz que versão da PF sobre transferência de R$ 800 mil para os EUA não se sustenta

Segundo o ex-presidente, se fosse dar um golpe a primeira coisa que os EUA fariam seria bloquear os recursos

Blog do Nolasco|Thiago Nolasco

Bolsonaro refutou a tese da Polícia Federal
Bolsonaro refutou a tese da Polícia Federal Bolsonaro refutou a tese da Polícia Federal (Marcos Corrêa/PR - 03.07.2020)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a versão da Polícia Federal sobre a transferência de R$ 800 mil para uma conta bancária nos Estados Unidos não se sustenta. Ele transferiu a quantia, mas os recursos depois foram devolvidos para o Brasil. Segundo o ex-presidente, se fosse dar um golpe a primeira coisa que os EUA fariam seria bloquear os recursos. Para Bolsonaro a versão não encontra embasamento nos fatos.

A Polícia Federal afirmou que Bolsonaro transferiu o dinheiro para um banco norte-americano em 27 de dezembro de 2023, três dias antes de embarcar para os Estados Unidos. Os recursos seriam para garantir seus gastos fora do país, segundo os investigadores. A quebra de sigilo bancário revelou que Bolsonaro ficou com saldo negativo de mais de R$ 100 mil na conta após a retirada dos valores. O débito foi coberto posteriormente com recursos de um fundo de investimento. A corporação investiga a origem do dinheiro.

A PF realizou em 8 de fevereiro uma operação em dez estados para apurar a participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de Direito, para obter vantagem política com a manutenção de Bolsonaro no poder.

Entre os alvos estão também o presidente do PL, Valdemar Costa Neto – que foi preso quando os agentes da PF encontraram uma arma de fogo sem registro e uma pepita de ouro em seu endereço – e os ex-ministros Braga Netto (Casa Civil), Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (GSI) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa). Dois dias depois, o ministro do STF Alexandre de Moraes concedeu liberdade provisória a Costa Neto.

Os agentes aplicaram outras medidas restritivas a Bolsonaro. Também foi determinada a apreensão do passaporte do ex-presidente. Como o documento não estava na residência, os policiais deram 24 horas para que ele o entregasse, o que ocorreu dentro do prazo. A defesa de Bolsonaro pediu a devolução do passaporte apreendido.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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