Devolução de descontos indevidos do INSS ultrapassa R$ 3 bilhões a aposentados e pensionistas
Os segurados podem contestar cobranças não autorizadas até 20 de junho pelo Meu INSS ou Correios

O programa de ressarcimento para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) superou nesta semana R$ 3 bilhões em devoluções.
O prazo para fazer a adesão ao acordo foi estendido até 20 de junho de 2026, para segurados vítimas de descontos associativos indevidos, entre março de 2020 e março de 2025.
A devolução começou em 24 de julho de 2025. Até agora foram devolvidos R$ 3.011.377.439,58 a 4.431.470 beneficiários.
O governo federal havia liberado R$ 3,3 bilhões ao Ministério da Previdência para o pagamento. Com isso, são R$ 3 milhões que ainda restam à disposição do ressarcimento.
Como funciona?
Para ter direito à devolução de valores descontados entre março de 2020 e março de 2025, o segurado deve:
• Verificar sua situação pelo Meu INSS, pela Central 135 ou nas agências dos Correios;
• Contestar o desconto: informar ao INSS sobre a cobrança não autorizada pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios;
• Aguardar a análise: a entidade associativa tem até 15 dias úteis para se manifestar;
• Aderir ao acordo: se a entidade não responder ou apresentar documento irregular (como assinatura falsa), o sistema libera a opção de adesão para o recebimento do valor.
• Após aceitar o acordo, o dinheiro é depositado na conta do benefício em até três dias úteis.
• Para indígenas, quilombolas e idosos com mais de 80 anos, o ressarcimento é feito de forma automática na folha de pagamento, sem necessidade de adesão manual.
No aplicativo Meu INSS
- Acesse com CPF e senha
- Vá em “Consultar Pedidos”
- Clique em “Cumprir Exigência”
- Role até o último comentário
- Selecione “Sim” em “Aceito receber”
- Envie
Não caia em golpes!
Toda a comunicação é feita pelos canais oficiais:
- Aplicativo Meu INSS
- Site: gov.br/inss
- Central 135
- Agências dos Correios
Fraude
O programa de ressarcimento começou após investigação sobre fraude, que teria descontado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
O esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela CGU (Controladoria-Geral da União), que identificou fraudes em ACTs (Acordos de Cooperação Técnica) firmados entre o INSS e entidades associativas.
As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do instituto em abril de 2025.
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