Caso Daiane: quando o conflito sai do papel e vira crime dentro do condomínio
Não é apenas um homicídio. É o retrato extremo de uma cultura de conflitos que saiu do controle dentro dos condomínios

Isso não é só uma notícia. É um crime brutal. A corretora de imóveis Daiane Alves Souza foi assassinada dentro de um condomínio em Goiás pelo síndico Cleber Rosa de Oliveira. Um homicídio cometido em um ambiente que deveria representar segurança, ordem e convivência.
O dado que não pode ser ignorado é que existiam vários processos judiciais envolvendo a vítima, sua família, o condomínio e o próprio síndico. Conflitos antigos, disputas constantes, acusações cruzadas, desgaste emocional e um ambiente cada vez mais tóxico, sem contenção eficaz.
Nada justifica um crime. Nada.
Mas é impossível fechar os olhos para o fato de que muitos conflitos condominiais estão deixando o campo jurídico e migrando para a perseguição, o ódio, o desequilíbrio emocional e, em casos extremos, para a violência.
O desaparecimento da corretora começou no subsolo do prédio, após ela descer para verificar uma queda de energia. Há registros de falhas em nas câmeras, corte de imagens e um último vídeo que nunca chegou ao destino.
Após mais de 40 dias de buscas, o corpo foi encontrado, e o síndico e o filho foram presos preventivamente. O síndico investigado afirmou estar arrependido.
Quando o diálogo acaba, o risco deixa de ser patrimonial e passa a ser humano.
Precisamos urgentemente mudar essa cultura de ódio e intolerância dentro dos condomínios, para que casos como esse não voltem a acontecer.
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