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Confusão em churrasco: síndico que também é policial saca arma após ser agredido

Confusão começou com reclamações de barulho e terminou com agressão, arma sacada e troca de acusações; episódio reacende debate sobre limites no condomínio

Dr. Piterson Gomes|Dr. Piterson GomesOpens in new window

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Uma confraternização em um condomínio de Curitiba (PR) terminou em grande confusão e ganhou repercussão nacional, após imagens mostrarem o síndico sacando uma arma durante uma discussão com moradores na área de churrasqueira do residencial.

Segundo relatos de moradores e do próprio síndico, a situação começou após reclamações sobre barulho e excesso de convidados na confraternização. Funcionários do condomínio teriam tentado intervir diversas vezes para pedir a redução do som e alertar sobre o descumprimento das regras internas, mas a situação acabou se tornando hostil.


Diante da escalada da tensão, o síndico foi até o local para tentar restabelecer a ordem. Durante a discussão, um dos participantes da confraternização teria avançado contra ele e desferido um soco em seu rosto.

Foi após essa agressão física que o síndico sacou a arma que possuía legalmente, já que se trata de um policial, afirmando posteriormente que agiu para se defender enquanto aguardava a chegada da polícia.


Após o episódio, uma moradora registrou boletim de ocorrência alegando ter se sentido ameaçada. Por outro lado, moradores também afirmam que houve descumprimento das regras da área comum e que funcionários do condomínio já vinham tentando conter o excesso de pessoas e o barulho antes da chegada do síndico.

Independentemente das versões que ainda serão apuradas pelas autoridades, uma reflexão importante precisa ser feita: não podemos normalizar agressões contra síndicos, gestores ou funcionários de condomínio. Discordar de decisões, questionar regras ou até discutir medidas administrativas faz parte da vida em condomínio. Agressão física, intimidação e hostilidade, não.


Síndicos e gestores exercem uma função de administração e cumprimento das regras coletivas. Quando a violência passa a fazer parte desse ambiente, o condomínio deixa de ser um espaço de convivência e passa a se tornar um ambiente de risco para todos.

E a pergunta que fica é simples: até quando conflitos de condomínio vão continuar ultrapassando o limite do debate e entrando no campo da violência?


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