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O papel do síndico: como atuar em conflitos entre moradores sem entrar em briga

Gestão, mediação e limite — não é ringue de UFC em condomínio

Dr. Piterson Gomes|Dr. Piterson GomesOpens in new window

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Em briga física, nunca. Além de não ser função do cargo, o risco é óbvio: o síndico não é lutador de UFC — e pode acabar apanhando. O papel do síndico é de gestor e mediador, não de interventor corporal em conflito alheio.

Diante de desentendimentos, o caminho correto é outro: ouvir as partes, registrar os fatos, orientar conforme a convenção e o regimento interno e, quando necessário, notificar e aplicar penalidades. A atuação precisa ser técnica, documentada e imparcial.


A conversa ainda é a ferramenta mais poderosa para reduzir conflitos. Muitos problemas se resolvem com mediação, esclarecimento de regras e alinhamento de expectativas, antes que a situação escale para algo mais grave.

Não existe fórmula mágica. Cada caso exige equilíbrio, firmeza e inteligência emocional. Síndico que entende seu papel evita desgaste, protege o condomínio e mantém a autoridade — sem precisar entrar em briga nenhuma.

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