Demissão sem pagamento: como identificar erros e cobrar seus direitos trabalhistas
Descubra como verificar a rescisão, reunir provas e cobrar seus direitos na Justiça do Trabalho dentro do prazo legal

A demissão sem pagamento completo é uma situação mais comum do que muitos trabalhadores imaginam. O desligamento de um emprego já costuma ser um momento delicado, e a frustração aumenta quando os valores recebidos não correspondem ao que determina a lei.
Muitas vezes, a diferença só é percebida após a assinatura da rescisão ou quando o depósito cai na conta. Por isso, é essencial entender o que deve ser pago, como identificar erros, reunir provas e quais caminhos seguir para garantir seus direitos.
Quais valores devem estar na rescisão?
Quando ocorre uma demissão sem pagamento correto, a empresa deve quitar todas as verbas previstas em lei. Entre elas estão:
- Saldo de salário pelos dias trabalhados no mês;
- Férias vencidas e proporcionais acrescidas de um terço;
- 13º salário proporcional;
- Depósitos de FGTS e a multa de 40% em casos de dispensa sem justa causa;
- Possíveis horas extras, adicionais ou indenizações, dependendo da situação.
Como identificar se houve erro no pagamento
Para verificar se a rescisão foi paga corretamente, é importante analisar o termo de rescisão e os comprovantes de pagamento, comparando-os com o contrato de trabalho, a carteira assinada e os holerites anteriores.
Caso note diferença ou ausência de algum item, guarde todos os documentos. Eles serão fundamentais se houver necessidade de comprovar a demissão sem pagamento integral.
Quais provas podem ajudar na cobrança dos direitos
A organização de provas é essencial para demonstrar que houve demissão sem pagamento ou falhas na quitação. Entre os principais documentos estão:
- Contrato de trabalho e anotações na carteira;
- Holerites e recibos de pagamento;
- Extratos do FGTS;
- Registros de ponto;
- Mensagens ou e-mails que comprovem datas e condições da rescisão.
O que fazer quando a empresa não paga corretamente
Se a empresa não corrige a situação de forma amigável, o trabalhador pode procurar o sindicato da categoria para intermediar uma negociação. Caso não haja acordo, existe a possibilidade de acionar a Justiça do Trabalho.
Esse caminho é gratuito para o empregado no início do processo, já que não há cobrança de custas, e pode trazer uma solução mais rápida para casos de demissão sem pagamento adequado.
Qual é o prazo para cobrar na Justiça?
A lei estabelece que o trabalhador tem até dois anos após o fim do contrato para ingressar com ação trabalhista. No entanto, só é possível cobrar verbas referentes aos últimos cinco anos.
Isso significa que não é recomendável esperar: quanto antes o pedido for feito, maiores são as chances de reunir provas e testemunhas que reforcem a cobrança de valores não pagos.
Conclusão
Enfrentar uma demissão sem pagamento é um desafio que pode afetar não apenas o bolso, mas também a tranquilidade do trabalhador. A boa notícia é que a legislação oferece mecanismos de proteção.
Conferir com atenção os valores recebidos, reunir documentos e agir dentro do prazo são passos fundamentais para garantir o que é devido. Agir com informação e rapidez evita prejuízos e assegura que o fim do contrato não se transforme em um problema ainda maior.
FAQ – Perguntas frequentes sobre demissão sem pagamento
1. O que significa demissão sem pagamento?
É quando a empresa não paga todas as verbas rescisórias devidas ao trabalhador no momento da rescisão.
2. Quais verbas devem ser pagas na rescisão?
Saldo de salário, férias vencidas e proporcionais + 1/3, 13º proporcional, FGTS e multa de 40% em caso de demissão sem justa causa.
3. O que fazer se a empresa não pagou minha rescisão?
Guardar documentos, tentar resolver diretamente ou via sindicato e, se não houver acordo, acionar a Justiça do Trabalho.
4. Qual é o prazo para reclamar meus direitos?
O trabalhador tem até dois anos após o fim do contrato, mas só pode cobrar valores referentes aos últimos cinco anos.
5. Preciso de advogado para entrar na Justiça do Trabalho?
Não é obrigatório, mas um profissional pode ajudar a calcular valores e organizar as provas de forma mais adequada.














