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Demissão sem pagamento: como identificar erros e cobrar seus direitos trabalhistas

Descubra como verificar a rescisão, reunir provas e cobrar seus direitos na Justiça do Trabalho dentro do prazo legal

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Descubra como verificar a rescisão, reunir provas e cobrar seus direitos na Justiça do Trabalho dentro do prazo legal.
Saiba mais como funcionam os termos das verbas rescisórias e fique atento aos seus Direitos Trabalhistas. Freepik/@EyeEm

A demissão sem pagamento completo é uma situação mais comum do que muitos trabalhadores imaginam. O desligamento de um emprego já costuma ser um momento delicado, e a frustração aumenta quando os valores recebidos não correspondem ao que determina a lei.

Muitas vezes, a diferença só é percebida após a assinatura da rescisão ou quando o depósito cai na conta. Por isso, é essencial entender o que deve ser pago, como identificar erros, reunir provas e quais caminhos seguir para garantir seus direitos.


Quais valores devem estar na rescisão?

Quando ocorre uma demissão sem pagamento correto, a empresa deve quitar todas as verbas previstas em lei. Entre elas estão:

  • Saldo de salário pelos dias trabalhados no mês;
  • Férias vencidas e proporcionais acrescidas de um terço;
  • 13º salário proporcional;
  • Depósitos de FGTS e a multa de 40% em casos de dispensa sem justa causa;
  • Possíveis horas extras, adicionais ou indenizações, dependendo da situação.

Como identificar se houve erro no pagamento

Para verificar se a rescisão foi paga corretamente, é importante analisar o termo de rescisão e os comprovantes de pagamento, comparando-os com o contrato de trabalho, a carteira assinada e os holerites anteriores.


Caso note diferença ou ausência de algum item, guarde todos os documentos. Eles serão fundamentais se houver necessidade de comprovar a demissão sem pagamento integral.

Quais provas podem ajudar na cobrança dos direitos

A organização de provas é essencial para demonstrar que houve demissão sem pagamento ou falhas na quitação. Entre os principais documentos estão:


  • Contrato de trabalho e anotações na carteira;
  • Holerites e recibos de pagamento;
  • Extratos do FGTS;
  • Registros de ponto;
  • Mensagens ou e-mails que comprovem datas e condições da rescisão.

O que fazer quando a empresa não paga corretamente

Se a empresa não corrige a situação de forma amigável, o trabalhador pode procurar o sindicato da categoria para intermediar uma negociação. Caso não haja acordo, existe a possibilidade de acionar a Justiça do Trabalho.

Esse caminho é gratuito para o empregado no início do processo, já que não há cobrança de custas, e pode trazer uma solução mais rápida para casos de demissão sem pagamento adequado.


Qual é o prazo para cobrar na Justiça?

A lei estabelece que o trabalhador tem até dois anos após o fim do contrato para ingressar com ação trabalhista. No entanto, só é possível cobrar verbas referentes aos últimos cinco anos.

Isso significa que não é recomendável esperar: quanto antes o pedido for feito, maiores são as chances de reunir provas e testemunhas que reforcem a cobrança de valores não pagos.

Conclusão

Enfrentar uma demissão sem pagamento é um desafio que pode afetar não apenas o bolso, mas também a tranquilidade do trabalhador. A boa notícia é que a legislação oferece mecanismos de proteção.

Conferir com atenção os valores recebidos, reunir documentos e agir dentro do prazo são passos fundamentais para garantir o que é devido. Agir com informação e rapidez evita prejuízos e assegura que o fim do contrato não se transforme em um problema ainda maior.

FAQ – Perguntas frequentes sobre demissão sem pagamento

1. O que significa demissão sem pagamento?

É quando a empresa não paga todas as verbas rescisórias devidas ao trabalhador no momento da rescisão.

2. Quais verbas devem ser pagas na rescisão?

Saldo de salário, férias vencidas e proporcionais + 1/3, 13º proporcional, FGTS e multa de 40% em caso de demissão sem justa causa.

3. O que fazer se a empresa não pagou minha rescisão?

Guardar documentos, tentar resolver diretamente ou via sindicato e, se não houver acordo, acionar a Justiça do Trabalho.

4. Qual é o prazo para reclamar meus direitos?

O trabalhador tem até dois anos após o fim do contrato, mas só pode cobrar valores referentes aos últimos cinco anos.

5. Preciso de advogado para entrar na Justiça do Trabalho?

Não é obrigatório, mas um profissional pode ajudar a calcular valores e organizar as provas de forma mais adequada.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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