Sou uma pessoa disruptiva?

Você já ouviu falar em termos como ‘Ação Disruptiva, ‘Inovação Disruptiva, ‘Tecnologia Disruptiva? Essas expressões são cada vez mais comuns no meio empresarial e a disrupção se tornou um valor quase indispensável no mundo dos negócios, sejam pequenos ou grandes.

Mesmo assim, poucas pessoas conhecem o significado disso. É muito importante entender o que é ser disruptivo e aplicar esse valor nas suas ações como empreendedor, no dia-a-dia da sua vida pessoal e em quaisquer áreas nas quais você pretende crescer e evoluir.

Frequentemente, vemos surgir novos serviços, tecnologias e ferramentas que mudam drasticamente nossa forma de viver, consumir e enxergar o mundo. Disrupções são exatamente isso: meios que revolucionam os modelos tradicionais existentes e apresentam soluções mais rápidas, eficientes e baratas.

Disruptivo não significa apenas “inovador” ou “moderno”. O conceito é bem mais amplo e se refere a produtos e serviços que criam novos mercados e desestabilizam as grandes corporações concorrentes que antes dominavam determinado segmento do mercado.

O termo inovação disruptiva foi criado por Clayton Christensen, professor da Universidade Harvard bastante reconhecido por seus estudos sobre inovações no meio empresarial. De acordo com ele, uma inovação disruptiva se refere a um projeto ou pequena empresa com pouco capital e recursos que é
capaz de criar algo que transforme o mercado com soluções mais simples e acessíveis. O processo de disrupção impacta positivamente a vida dos consumidores, que geralmente são mais fiéis.

Quer ver alguns exemplos de inovações disruptivas bem conhecidas?

Você com certeza já usou e foi ajudado pelo Wikipédia. O site rompeu com o método tradicional de pesquisa e fez com que alguns materiais de consulta, como as enciclopédias, fossem deixados de lado. Aplicativos como Uber e 99, tomaram o lugar dos táxis e, em alguns casos, até do transporte público. Serviços de streaming de música, filmes e séries como Spotify, Netflix e Globoplay
substituíram os CDs e DVDs. O AirBnb mudou a forma de se hospedar durante viagens e passeios e é hoje um grande concorrente do ramo hoteleiro.

Ainda assim, é importante saber que as inovações disruptivas, apesar de oferecerem soluções mais simples que as grandes empresas líderes do mercado, não fazem com que essas organizações e métodos tradicionais deixem de existir.

Claro, tais empresas perdem sua hegemonia e provavelmente tenham que investir em novas estratégias para acompanhar a evolução do setor e atender às exigências dos consumidores. No entanto, os meios disruptivos costumam ter um público bem mais nichado no início. Logo, aproveitar bem os novos recursos e ferramentas evita que um grande negócio torne-se obsoleto.

As inovações e tecnologias disruptivas são introduzidas no mercado com propostas com margens de lucro menores e, por isso, fazem com que alguns serviços e produtos que antes pareciam inalcançáveis sejam mais acessíveis e até mais diversificados. Com isso, vemos que a disrupção assume, cada vez
mais, as posições de liderança nos mais variados setores do mercado.

O famoso empreendedor e investidor do Vale do Silício, Marc Andreessen, afirma que “Uma inovação disruptiva dá a novos consumidores acesso a produtos historicamente apenas disponíveis para consumidores com muito dinheiro ou habilidades.”

E como eu posso ser uma pessoa disruptiva?

Você já entendeu que inovações disruptivas são tudo aquilo que causa uma ruptura no Status Quo de algum modelo tradicional, certo? Ser um empreendedor disruptivo é, com certeza, um diferencial na sua busca pelo sucesso profissional. Mas não é apenas no mundo dos negócios que você pode aplicar esse valor. Não é preciso inventar a roda ou criar uma super tecnologia universal para ser uma pessoa disruptiva.

Ser disruptivo, no seu caso, talvez seja tornar-se a primeira pessoa da sua família a concluir um curso de nível superior. Ou deixar um emprego que não te deixa feliz para seguir o seu sonho. A disrupção também está presente em desafiar os padrões e expectativas alheias e não se conformar com o que te frustra.

A mentalidade disruptiva pode fazer parte do seu processo de desenvolvimento pessoal e te ajudar a se tornar o protagonista da sua vida e da sua história.
Criar soluções inovadoras para seus problemas e desafios, aproveitar oportunidades de crescimento e evolução e agir de forma proativa em determinadas situações são atitudes que fazem parte da vida de uma pessoa disruptiva.

Você tem uma personalidade questionadora e visionária? Essas características estão na essência de um disruptivo. Enxergar formas diferentes de fazer algo, mesmo que pareça existir só um jeito de fazer, ter coragem de desafiar modelos conservadores e resistentes a mudanças, propor e impor estratégias de inovação… tudo isso faz parte do processo de disrupção.

Se você deseja se tornar uma pessoa, profissional e empreendedora disruptiva, é fundamental se abrir para novas posturas e comportamentos. Nós vivemos em um mundo onde tudo está em constante evolução, com novas tecnologias e desafios a todo momento. O conhecimento e a informação são muito mais acessíveis do que há alguns anos atrás, os recursos para criar e recriar modelos e negócios continuam a aparecer a todo momento.

Comece participando de grupos diversos, seja no campo dos negócios, da educação ou dos seus hobbies pessoais. Interaja com pessoas interessantes e diferentes, tenha contato com realidades distantes da sua, busque sempre novas experiências. Não ter preconceitos é essencial nessa trajetória!

Além disso, o conhecimento é um importante aliado no processo disruptivo. Assista a palestras, faça cursos de temas variados, leia de tudo: livros, jornais, revistas, blogs, newsletters. Os temas de estratégias, inovação, liderança, criatividade e tendências devem ser bastante pesquisados e estudados.

Ao se tornar o protagonista da sua vida e assumir a mentalidade disruptiva, você passa a enxergar que os erros e falhas são uma parte importante da sua jornada até o sucesso. O aprendizado que acompanha o erro existe para que, lá na frente, você saiba exatamente o que fazer. Se o pensamento e a atitude disruptiva se tornarem um exercício constante na sua vida, o medo de inovar, transformar
e também o medo de falhar, desaparecerão aos poucos do seu cotidiano.

Uma pessoa bem sucedida, seja no âmbito pessoal, profissional ou educacional, tem consciência de que os erros ajudam a construir seu caráter, seus valores e sua experiência. Admitir suas fraquezas também é ser disruptivo. Afinal, quantas pessoas você conhece que não têm vergonha de falar sobre suas falhas, defeitos, planos que não deram certo?

Inovar na sua carreira, na sua educação, ver sua grande e revolucionária ideia ser aceita na empresa em que você trabalha ou ter o seu próprio negócio para revolucionar o mercado, só será possível se você começar a aplicar a mentalidade disruptiva em você mesmo! No seu dia-a-dia, nas suas relações interpessoais, nos seus projetos e objetivos.

Não existe uma receita infalível para a inovação e não existe sucesso imediato. Esses serão resultados que o seu Eu do futuro colherá se você começar a plantar agora.

Também não há um “momento certo” para se tornar disruptivo. Sim, você tem a opção de adiar para amanhã, para daqui alguns dias, semanas ou meses. Você pode fazer como a maioria das pessoas e decidir mudar de vida depois, continuar a viver uma realidade que não te deixa satisfeito.

E você também tem a opção de começar hoje a se preparar para o amanhã. Investir nas suas ideias, na sua vontade de mudar de vida, de revolucionar o segmento de mercado em que você atua, de inspirar outras pessoas.


Afinal, ser disruptivo é romper com paradigmas já estabelecidos e criar soluções inovadoras para melhorar e transformar a sua vida e de outras pessoas! É enxergar oportunidades em meio às dificuldades e encarar cada falha como um recomeço. O que diferencia os disruptivos é a capacidade de ser um agente de mudança e protagonizar os resultados da inovação.

Comece hoje a ser uma pessoa disruptiva!

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