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Por que a compra da SAF do Vasco pelo enteado de Leila Pereira acionou o alerta na CBF

A possível entrada de Marco Lamacchia no comando do Vasco coloca em xeque as regras de governança da entidade; entenda

Espaço Prisma|Zé da Zaga, especial para o R7

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Marcos Faria Lamacchia, filho de José Lamacchia, dono da Crefisa, e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras Reprodução/Linkedin/Marcos Faria Lamacchia

O mercado da bola não ferve apenas com contratações, mas com movimentações bilionárias que podem mudar o eixo de poder no Brasil.

A notícia de que Marco Lamacchia, enteado de Leila Pereira (presidente do Palmeiras), está no páreo para adquirir a SAF do Vasco da Gama, disparou um sinal de alerta nos corredores da CBF.


O motivo? Uma regra rigorosa que visa impedir que uma mesma família ou grupo econômico controle, direta ou indiretamente, dois gigantes do futebol nacional.

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A muralha da CBF: o que é a regra ‘anti-laranja’

O Regulamento Nacional de Registro e Transferência de Atletas da CBF é cristalino ao tratar da multipropriedade. O artigo que agora assombra a transação vascaína proíbe que uma pessoa física ou jurídica tenha influência na gestão de mais de um clube na mesma divisão.


A preocupação da entidade é evitar o fenômeno dos “clubes satélites”, onde um time poderia, teoricamente, facilitar resultados ou transferências para beneficiar outro do mesmo grupo.

Embora Lamacchia seja o proponente, o vínculo familiar com a mandatária do Palmeiras é o ponto central da investigação.


A CBF pode interpretar a compra como uma extensão do poder de Leila Pereira, aplicando a norma “anti-laranja” para vetar a operação caso identifique que o capital ou as decisões estratégicas tenham origem compartilhada.

Vasco e a urgência de um novo dono

Para o Vasco, a situação é de “escolha de Sofia”. Após o colapso da gestão da 777 Partners, o clube associativo busca desesperadamente um investidor com liquidez imediata para sanar dívidas que sufocam o dia a dia em São Januário.


O perfil de Lamacchia agrada pelo fôlego financeiro, mas o risco jurídico de uma impugnação pela CBF pode travar o processo por meses, algo que o Cruz-maltino não pode se dar ao luxo em 2026.

Ética vs. investimento: o futuro do jogo

O debate que se impõe nos bastidores é se o parentesco, por si só, deve ser um impeditivo para o livre mercado. Defensores do negócio alegam que Lamacchia é um investidor independente; críticos e rivais, contudo, temem que a “Era Leila” se transforme em um monopólio familiar sobre dois dos quatro maiores mercados do país (São Paulo e Rio de Janeiro).

Se a CBF endurecer o jogo, o Vasco terá que buscar um plano C. Se ceder, abrirá um precedente que pode transformar o modelo de SAFs no Brasil em um emaranhado de influências cruzadas onde a transparência corre o risco de ser a primeira vítima.

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