Conservador com orgulho — e feliz dentro da lata
Quando se tenta enlatar a fé e o modo de vida de milhões de brasileiros, o arrependimento político costuma ser imediato
Espaço Prisma|Marine Salgado, especial para o R7

No domingo, 15 de fevereiro de 2026, a Acadêmicos de Niterói abriu o Carnaval do Rio com um desfile dedicado ao presidente Lula. O enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil” apresentou a ala “Neoconservadores em conserva”, onde famílias tradicionais, evangélicos, militares e o agronegócio foram colocados, literalmente, dentro de latas de mantimentos.
A mensagem era inequívoca: o conservadorismo é algo a ser enlatado e arquivado — um anacronismo fora de moda e de tempo.
Pois bem. Minha família é conservadora. Com muito orgulho.
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Não surpreende que o PT tenha classificado o desfile como “autônomo” ou que o Planalto tenha corrido para conter o dano após a repercussão negativa. Quando se tenta enlatar a fé e o modo de vida de milhões de brasileiros, o arrependimento político costuma ser imediato.
O que me cabe dizer é simples: se ser conservador me condena à lata, aceito a sentença. Lá dentro, afinal, estão as famílias que se sustentam, a fé que resiste e os valores que não precisam do aval da Sapucaí para existir.
Uma escola financiada com R$ 1 milhão de recursos públicos da Embratur tentou transformar a vida real em chacota. Mas fé e trabalho não são fantasias de Carnaval; são o alicerce de uma nação.
A provocação não me envergonha; ela me confirma. Confirma que nossos valores sólidos incomodam quem depende do relativismo para governar. Se a família cristã e trabalhadora ainda é vista como uma ameaça que merece ser ridicularizada em rede nacional, é porque ainda somos a resistência.
Podem nos enlatar. Estaremos em excelente companhia — e com a convicção blindada.
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