Copinha: a vitrine que muda destinos e abre o ano do futebol brasileiro
Principal torneio Sub-20 do país e o maior de categorias de base do mundo, o torneio reúne clubes de todas as regiões do Brasil
Espaço Prisma|Ilsinho, ex-jogador e comentarista da RECORD

Todo começo de ano no futebol brasileiro passa, obrigatoriamente, pela Copa São Paulo de Futebol Júnior. Mais do que um torneio, a Copinha é um ritual. É ali que o calendário começa, que as atenções se voltam para os garotos e que sonhos ganham forma e são colocados à prova.
Considerada o principal torneio Sub-20 do país e o maior de categorias de base do mundo, a Copinha reúne clubes de todas as regiões do Brasil e se consolida, ano após ano, como a maior vitrine para jovens jogadores. Para muitos, é a chance de mostrar talento depois de uma temporada inteira de preparação silenciosa. Para outros, pode ser a única grande oportunidade da carreira.
A competição escancara realidades diferentes, mas igualmente importantes. Para clubes grandes e financeiramente pressionados, a Copinha representa a chance de revelar atletas que possam render frutos esportivos e financeiros no futuro. Já para equipes mais estruturadas, o torneio se torna um palco para apresentar jogadores ao mercado, acelerar processos e abrir portas dentro e fora do país.
Quem já viveu a Copinha sabe: não existe margem para erro. É um torneio curto, intenso, disputado em jogos únicos no mata-mata. Cada partida pode mudar uma trajetória. Cada lance é observado. Cada decisão pesa.
A experiência dentro da competição também ensina que nem sempre as melhores lembranças vêm acompanhadas de títulos ou campanhas longas. Lesões, eliminações precoces e frustrações fazem parte do processo. Ainda assim, a Copinha segue sendo o momento mais esperado do ano para quem trabalha duro nas categorias de base. É para chegar ali que muitos passam meses, às vezes anos, se preparando.
Em 2026, mais uma vez, o torneio promete revelar histórias, talentos e personagens que em pouco tempo podem estar nos principais palcos do futebol brasileiro. A Copinha não entrega garantias, mas oferece algo ainda mais valioso: oportunidade.
E no futebol, oportunidade pode mudar tudo.
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