Prazo de validade vencido: por que a ‘era Tite’ no Cruzeiro precisa acabar antes de 2026 ser jogado no lixo
Treinador se tornou o maior obstáculo para a ambição de Pedro Lourenço
Espaço Prisma|Zé da Zaga, especial para o R7

O futebol é movido por resultados, mas sobrevive de perspectivas. No Cruzeiro de fevereiro de 2026, ambas as métricas apontam para o abismo. Contratado para elevar o patamar competitivo, Tite transformou o que deveria ser um ano de glórias em um laboratório de experiências frustradas.
A impaciência da arquibancada não é fruto de má vontade; é o reflexo de números que não mentem e de um desempenho que agride o projeto ambicioso da nova gestão.
O pior Tite em duas décadas
As estatísticas mostram um cenário desolador: em seus primeiros oito jogos oficiais, Tite acumulou cinco derrotas e apenas três vitórias. Com um aproveitamento pífio, o técnico detém apenas nove pontos dos primeiros 24 disputados — uma marca inaceitável para o elenco mais caro da história do clube.
A goleada de 4 a 0 sofrida para o Botafogo na estreia do Brasileirão, no final de janeiro, foi o ponto de ruptura. Foi a pior derrota do Cruzeiro em 14 anos, expondo uma fragilidade defensiva inédita mesmo nos anos de crise financeira.
Sob o comando de Tite, o “Cabuloso” parece ter esquecido como se defende, somando reveses impactantes tanto no Mineiro quanto na Série A. Na noite desta quinta-feira (6), o time perdeu em casa para o Coritiba e caiu para a última colocação do Brasileirão.
O custo do erro: R$ 300 milhões em risco
A gestão de Pedro Lourenço não economizou. Dados financeiros indicam um aporte de cerca de R$ 300 milhões no futebol para esta temporada, visando o pagamento de dívidas e a contratação de reforços de peso como Gerson e Fabrício Bruno. O planejamento era claro: encerrar o jejum no Campeonato Mineiro (que dura desde 2019) e brigar no topo da Libertadores.
No entanto, o Cruzeiro de Tite hoje é apenas o segundo colocado do Grupo C do Mineiro, atrás do North Esporte Clube. Com 9 pontos, o time corre o risco real de não se classificar para as semifinais, já que apenas o líder de cada grupo e o melhor segundo colocado geral avançam.
A estratégia de “preservação de elenco” no início do ano, admitida pelo próprio técnico como um erro, custou pontos preciosos e o ritmo de jogo necessário para as competições continentais.
Por que a demissão é o único caminho?
Manter Tite sob o argumento da “continuidade” é um luxo que o Cruzeiro não pode se dar. A continuidade do erro é apenas teimosia. O time está perdido e taticamente engessado. A estrutura de jogo proposta — um ataque posicional que retira a liberdade de Matheus Pereira — destruiu o DNA ofensivo do clube.
Se a meta é enfrentar Flamengo e Palmeiras de igual para igual, o Cruzeiro precisa de um comando que entenda a urgência do presente. Para salvar o investimento e a dignidade da temporada, a saída de Tite não é apenas necessária; é uma medida de sobrevivência para evitar que 2026 se torne um ano de desperdício bilionário.
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