Qual o melhor regime tributário para o seu negócio?
Entenda como escolher o modelo que pode aumentar a rentabilidade da sua empresa
Espaço Prisma|Ana Salvatori*
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ao iniciar um negócio ou planejar seu crescimento, uma das decisões mais estratégicas — e muitas vezes negligenciadas — é a escolha do regime tributário. Longe de ser apenas uma formalidade, essa definição pode impactar profundamente a rentabilidade, a competitividade e a sustentabilidade da empresa.
Cada regime tem suas características próprias e a melhor opção depende de uma análise criteriosa do modelo de negócio, do porte da empresa, da margem de lucro, do volume de despesas e da atividade exercida.
O Simples Nacional é, geralmente, o caminho mais adequado para micro e pequenas empresas, especialmente aquelas com estrutura enxuta e faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
Nesse regime, a tributação é simplificada: os impostos são pagos por meio de uma guia única, o DAS, e as alíquotas são reduzidas, variando conforme a faixa de faturamento e o setor de atuação.
Prestadores de serviços com baixo custo operacional e que buscam menos burocracia encontram aqui um modelo ideal para crescer de forma segura e eficiente.
Já o Lucro Presumido costuma ser vantajoso para empresas de médio porte com margens de lucro elevadas e poucas despesas dedutíveis. Nesse modelo, a tributação incide sobre uma margem de lucro pré-definida pela legislação, independentemente do lucro real da empresa.
Profissionais liberais, clínicas, consultorias, empresas de tecnologia e outras organizações de serviços com alta rentabilidade podem se beneficiar da menor complexidade contábil do Lucro Presumido, especialmente quando sua estrutura de custos não justificaria a adoção do Lucro Real.
Por outro lado, o Lucro Real é indicado para empresas com margens mais apertadas, grande volume de despesas ou lucro muito variável. Nesse regime, os tributos são calculados com base no lucro efetivamente apurado, o que pode ser vantajoso para quem consegue comprovar despesas relevantes ou operar com prejuízos compensáveis.
É também o regime obrigatório para empresas com faturamento anual superior a R$78 milhões ou para aquelas que atuam em setores específicos, como o financeiro.
Indústrias e negócios com operação complexa, em que a gestão tributária exige um olhar mais técnico e apurado, tendem a se beneficiar dessa modalidade — desde que estejam preparados para lidar com a maior exigência contábil e fiscal.
Independentemente do porte ou segmento, a definição correta do regime tributário é um fator-chave para a saúde financeira da empresa. Uma escolha inadequada pode resultar em uma carga tributária maior do que o necessário, comprometendo o fluxo de caixa, dificultando a realização de investimentos e até mesmo inviabilizando a continuidade do negócio no longo prazo.
Além disso, regimes mais complexos exigem controles contábeis mais rigorosos e maior investimento em consultoria especializada, o que também deve ser considerado na equação.
É importante lembrar que a escolha do regime tributário não é definitiva. Ela pode, e deve, ser revista anualmente, conforme a evolução da empresa e as mudanças no cenário econômico.
Tomar essa decisão com base em critérios técnicos e com o suporte de profissionais qualificados evita surpresas desagradáveis, como autuações fiscais, multas ou perda de benefícios.
Por tudo isso, a escolha do regime tributário ideal deve ser encarada como parte do planejamento estratégico da empresa.
Mais do que atender à legislação, trata-se de uma decisão que pode determinar o sucesso ou o fracasso de um negócio. Avaliar o regime mais adequado é, antes de tudo, um exercício de inteligência empresarial.
*Ana Salvatori é contadora e COO
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