Série A2 é logo ali: A anatomia do desastre que pode enterrar o Santos no Paulistão
Com aproveitamento de lanterna e um elenco fora de sintonia, o Peixe aprofunda a crise e se aproxima do rebaixamento
Espaço Prisma|Zé da Zaga, especial para o R7
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Se o futebol fosse julgado por “peso da camisa” ou glórias do passado, o Santos estaria em um pedestal inalcançável. Mas o Campeonato Paulista de 2026 não é um museu, é uma competição de eficiência e, nesse quesito, o Peixe hoje é um deserto de ideias. Ocupando a 14ª posição na tabela geral, o clube está a um tropeço de entrar na zona de degola. O pior de tudo? Os dados mostram que isso não é um acidente de percurso, é uma escolha técnica consciente de quem decidiu estacionar no tempo e ignorar a modernidade.
Aqui estão os motivos que explicam por que o Santos está fazendo um esforço hercúleo para merecer o inédito descenso estadual:
1. O desabafo de Gabigol: Nem Messi salvaria o caos
A crise técnica é tão profunda que o diagnóstico mais ácido veio de dentro do campo. Após a derrota no clássico contra o São Paulo, o atacante Gabigol não poupou palavras ao descrever o marasmo coletivo. Segundo o camisa 9, o problema não é a falta de astros, mas a desorganização do grupo. Ele afirmou que, do jeito que o time está jogando, pode vir o Messi, o Cristiano Ronaldo ou o Neymar que também vai ser difícil para eles.
A fala escancara a realidade: o Santos se tornou um buraco negro de talento. Quando um dos principais reforços da temporada admite que nem o melhor do mundo resolveria o nó tático na Vila Belmiro, fica claro que o “merecimento” da Série A2 está carimbado pela incapacidade de formar um time minimamente funcional.
2. O “Ataque de Arame Liso” e a eterna espera por Neymar
O Santos é o mestre da posse de bola inútil. Segundo os scouts oficiais da FPF, o time mantém a bola em média 58% do tempo, mas é o 15º em finalizações certas. O time troca passes na sua zona de conforto, mas trava completamente ao chegar no terço final.
Para piorar, a diretoria parece ter apostado todo o planejamento em um “salvador” que frequenta mais o departamento médico do que o gramado. As sucessivas lesões de Neymar desde seu retorno deixaram o esquema de Juan Pablo Vojvoda órfão de qualquer imprevisibilidade. Depender de um craque que não consegue sequência física é a prova final de um planejamento amador. Sem o camisa 10, o Santos é um bando previsível que toca a bola para o lado até o torcedor perder a paciência.
3. Eficiência defensiva de “Cofre Aberto”
A fragilidade defensiva é um convite ao perigo. O Santos sofre gols em quase todos os jogos (média de 1,3 por partida), e a maioria nasce de erros de transição.
A falha sistêmica: Quando perde a bola, a recomposição é feita em ritmo de caminhada.
O resultado: Sofre com contra-ataques primários de equipes com orçamentos minúsculos. Estudos de análise esportiva apontam que o Santos tem uma das piores taxas de recuperação de posse no campo defensivo. A zaga oferece o tapete vermelho e o adversário aceita o presente.
4. A Soberba da Camisa
O maior pecado santista é a repetição. O clube ignorou os avisos de 2021 e 2022. Em 2026, a montagem do elenco priorizou “nomes” em vez de pernas e pulmões. No futebol moderno, intensidade supera o currículo, mas o Santos insiste na arrogância institucional de acreditar que não cai porque é grande. Com um aproveitamento pífio de 33,3%, o clube esquece que a Série A2 não respeita a história, ela respeita o placar.
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