Chego na última fase, mas nunca sou contratado(a)
Você não entende o motivo disso?
Você já participou de um processo seletivo com várias etapas e, a cada uma que participava, recebia o positivo que iria para a próxima, mas chegando na entrevista final a contratação não se consolidou? É um sentimento terrível, não é? Um misto de raiva, impotência e muitas dúvidas sobre o que realmente pode ter acontecido.
A questão é que nem sempre essa negativa vem devido não termos um bom perfil profissional. Em um processo seletivo surgem várias variáveis que podem nos levar a receber o não na última etapa da seleção. Sim, acredite. Mesmo você sendo um(a) excelente profissional e atendendo a todos os requisitos da empresa, isso pode acontecer.
A negativa na fase final não ocorre com um grupo de profissionais ou níveis hierárquicos específicos. Na prática do dia-a-dia, isso acontece em vagas de Auxiliar até CEOs.
A grande quantidade de profissionais disponíveis no mercado cria a condição de que um detalhe pode ser o diferencial para a aprovação final, seja por perfil, conhecimento, salário ou qualquer outro fator. Para estarmos preparados para encararmos isso, hoje vamos entender o que pode ter acontecido.
CONGELAMENTO DE VAGAS
Se fizermos uma lista de motivos que levam a contratação final não ser efetivada, esse está na 1ª posição: as vagas congeladas. É quando o processo seletivo é aberto, os currículos são triados, os profissionais entrevistados, as aplicações de testes feitas e com uma quantidade e pessoas já aprovadas para a próxima fase. Em seguida, o gestor(a) da vaga ou o superior do RH chega, de repente, e diz que a vaga terá que ser cancelada por um tempo. Entre os motivos alegados estão ajuste de orçamento, teste de alguém interno para a nova posição ou tentativa de seguir sem esse cargo, assim, reduzindo custos.
Em alguns casos, a instabilidade política do país também contribui para essa insegurança. Normalmente, empresas estudam cenários econômicos e projeções. Se alguma delas for ruim, ela entra em fase de pausa até o cenário melhorar. Depois da crise do Covid-19, muitas organizações passaram a agir com maior cautela, pois ainda estão se recuperando financeiramente do banque que receberam durante o período de pandemia.
OUTRO(A) PROFISSIONAL COM ALGO ESPECÍFICO
Um conhecimento específico, um curso raro ou uma atualização regulatória podem ser alguns dos motivos que um profissional pode ser escolhido ao invés de você. Dependendo do setor que a empresa atua, eles podem ser fator decisivo na decisão final.
Vamos a alguns exemplos práticos disso?
Exemplo 1: uma empresa precisa de um profissional técnico na área industrial que tenha formação em NRs. No final da seleção, estão dois profissionais muito experientes e tecnicamente capacitados. Entretanto, um deles está com uma NR vencida, sem a atualização necessária. A probabilidade é que ele fique de fora e o outro seja contratado. E não é por maldade. Muitas empresas possuem obrigações regulatórias e precisam ter NRs atualizadas.
Exemplo 2: uma empresa norte-americana busca um profissional com foco em auditorias de obras. Elas buscam no mercado, fazem a seleção e dois profissionais vão para a final. Um deles tem o inglês intermediário, o outro básico. É bem provável que o intermediário seja o contratado, pois, em alguns momentos, ele pode ter que ir na matriz da empresa, que fica nos EUA.
Exemplo 3: uma empresa busca um gerente de marketing para uma determinada região. Seleção feita, 03 profissionais na final. Um deles tem atuação com o marketing tradicional e o digital de e-commerce. Outro tem com o marketing tradicional. O outro tem marketing digital de e-commerce. A tendência é que o profissional que conhece as duas áreas ao mesmo tempo fique. Assim, a contratação vai levar uma pessoa mais “completa” aos olhos da empresa.
Por isso, além dos conhecimentos convencionais, é de fundamental importância buscarmos cursos e conhecimentos específicos com poucos profissionais ainda atuando. Dessa forma, nos tornaremos necessários para a organização.
ALGUMA COLOCAÇÃO ERRADA NA ENTREVISTA
A entrevista final sempre tende a ser a mais criteriosa, pois trata diretamente com o(a) gestor(a) da área. O diálogo vai para o campo mais técnico e prático do dia-a-dia. Em muitos casos de desclassificação, o(a) gestor(a) entrevistador(a) mede colocações, números ditos e fazem as mesmas perguntas de formas diferentes para ver se há alguma inconsistência. Se houver, é desclassificação no ato.
Por isso, é importante termos o discurso bem alinhado, checando fatos concretos, recapitulando o que será dito e escrevendo o roteiro de colocações. Assim, o entrevistador pode perguntar 10 vezes a mesma coisa, que o mesmo será dito.
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