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Eu Quero o Sucesso

Saiba como vencer nas dinâmicas de grupo

Capacidade de reação e medo de se opor a alguém são os dois fatores mais avaliados

Eu Quero o Sucesso|Flávio GuimarãesOpens in new window

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Você já participou de um processo seletivo que a pessoa do recrutamento aplicou uma dinâmica de grupo envolvendo outras pessoas que estavam concorrendo diretamente com você sobre a mesma vaga? É uma sensação chata e estressante, não? Muitas vezes, cenários são criados para que as pessoas reajam, criem ações e atitudes que são medidas por quem está recrutando.

A questão disso é que sempre surgem dúvidas sobre o que realmente deve ser feito. Será que ter iniciativa demais é prejudicial? Será que ser a pessoa de liderança do grupo pode ser bom? Será que a vaga requer um perfil mais reativo ou proativo? Quais colocações podem ser positivas ou negativas? São muitos os questionamentos que surgem sobre essa modalidade de seleção de pessoas.


Estima-se que a cada 10 profissionais que participam de dinâmicas de grupo, 7 são desclassificados por alguma atitude tomada durante as atividades propostas. Esse é um quantitativo preocupante, pois muitos bons profissionais acabam ficando de fora sem que tenham a oportunidade de mostrar a sua capacidade no dia-a-dia de trabalho. Por isso, precisamos ter estratégias incisivas para que possamos vencer essa etapa.

Mas oh...... por mais que pareça algo complexo, essa etapa tem que como ser vencida. E não é difícil.


“ME PERGUTARAM QUEM EU DEMITIRIA DO GRUPO”


Já imaginou você estar em uma sala fazendo uma atividade em grupo com um total de 10 pessoas e o(a) recrutador(a) lhe perguntar na frente de todos......

- Quem você demitiria do grupo?


Caos, hein? E agora? O que responder?

Primeiro, precisamos entender qual o motivo dessa pergunta, se ela realmente ocorrer. Normalmente, quando se faz esse questionamento a pessoa que está avaliando possui alguns pontos focais para analisar:

- ver a reação da pessoa em um momento de conflito, o que reproduz o dia-a-dia do trabalho com pessoas. Conflitos são inevitáveis, considerando que cada pessoa pensa de uma forma. Assim, quem recruta pode estar avaliando o seu poder de reação perante esse contexto. O ideal é que não haja qualquer indício de agressividade. Se houver, é desclassificação na certa.

- se a pessoa tem medo de se posicionar na frente de outros: se a resposta da pessoa questionada sobre isso for com rodeios, sem uma decisão direta, ela pode ser vista como uma pessoa com baixo índice de liderança. Isso se torna prejudicial, pois as tomadas de decisões podem ser um problema no dia-a-dia. Portanto, o ideal é que a resposta seja firme e direta com justificativas sobre a decisão.

- medição se a tomada de decisão é feita com razão ou emoção: no mundo corporativo as decisões precisam ser tomadas de forma racional. Se o(a) avaliador(a) perceber emoção, isso tende a desclassificar o(a) profissional. Se houver carrego de emoção, a interpretação pode ser feita como uma pessoa que pode passar a mão na cabeça de pessoas após erros serem cometidos. Para o mundo corporativo, isso é visto como prejuízo operacional.

- Mas o que falar, então?: para termos uma resposta assertiva e que não gera interpretações negativas, é necessário que façamos uma análise completa do cenário. Vamos a um exemplo prático disso. Se a vaga for para a área de vendas ou atendimento e você perceber alguém muito tímido/a, com pouca habilidade de comunicação durante a apresentação no grupo, é essa pessoa que a sua decisão de demissão tem que ser dada. Por um motivo óbvio: ser tímido/a e ocupar uma vaga de atendimento é um fator completamente fora do perfil, o que impossibilita a efetivação da contratação por capacidade técnica.

RESPOSTAS INOVADORAS/CRIATIVAS OU TRADICIONAIS?

Nesse fator em específico, podemos separar as estratégias por categorias de vagas. Cada uma requer uma ação diferente, pois o aspecto comportamental é medido de acordo com a posição que será exercida. Vamos a alguns exemplos?

- Vagas para área financeira, administrativa ou similares: requer mais análise do que criação. Dessa forma, as respostas devem ser tradicionais com um grande nível de razão, para que assim acompanhe o perfil da vaga.

- Vagas da área de saúde: requer mais precisão do que criação, que nesse caso, chega quase a zero de índice. Assim, a resposta deve ser cartesiana, direta e técnica.

- Vagas de design, artes ou parecidas: requer criação e inovações em si. Portanto, as respostas devem ser direcionadas para a linha criativa, podendo ser até com um pouco de “exagero”. Por serem áreas de criação, podemos dar respostas sem o medo de parecer absurdo.

- Vagas de marketing, vendas ou afins: requer criação, inovações e argumentação. Por isso, as respostas podem ser criativas com base no desenvolvimento de novas ideias e soluções voltadas ao cliente.

DEVO ME POSICIONAR PARA SER VISTO(A) COMO O(A) MELHOR DO GRUPO?

Sim, mas com o extremo cuidado de não soar como arrogância. Se as suas respostas parecerem arrogantes, a tendência é de desclassificação, pois pode criar a interpretação de uma pessoa inflexível e difícil de lidar.

O outro cuidado que precisamos ter é o excesso de preocupação em impressionar. Ele pode nos levar ao fracasso em nosso processo de comunicação, que pode ser exercida de várias formas, inclusive com colocações confortáveis para quem ouve. Vamos a exemplos práticos disso?

Exemplo 1: Na empresa anterior, eu sempre ficava em 1º no rank de vendas.

Exemplo 2: Na empresa X, implementei um procedimento de negociação que conseguiu nos levar ao 1º lugar no rank de vendas.

Auditivamente, o exemplo 2 soa melhor, sem pretensão direita de falar que é o(a) melhor. Além disso, me diga..... percebeu que falamos a mesma coisa do exemplo 1, mas com maciez? Esse é a chave para a comunicação entre pessoas.

Quer mais um exemplo?

Exemplo 3: Sobre essa atividade, consigo desempenhar sim. Não tenho problema com isso.

Exemplo 4: Essa atividade é uma operação que tenho uma boa habilidade. Vou conseguir exercer plenamente.

E agora? Vamos praticar?

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