Copa do Mundo: o que é o Fifa Pass e como conseguir o visto para os EUA
País será o principal palco do Mundial e exige planejamento antecipado para torcedores brasileiros
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Copa do Mundo terá os Estados Unidos como principal centro do torneio. O país concentrará a maior parte das partidas, incluindo jogos decisivos do mata-mata, além de receber diversas seleções em suas cidades-sede.
Para o torcedor brasileiro, isso representa uma oportunidade única de acompanhar a seleção em estádios de alto padrão, combinando futebol e turismo — mas também impõe um desafio prático essencial: visto e organização migratória.
Com parte das informações já oficialmente divulgadas pela Fifa e pela CBF, é possível traçar um panorama do que o Brasil enfrentará nos EUA: onde jogará na fase de grupos, onde ficará sua base de treinamento, quais seleções também atuarão no país e como funciona o chamado Fifa Pass, mecanismo criado para organizar a demanda de entrevistas de visto.
Visto americano: o que muda (e o que não muda) com a Copa
Para o torcedor brasileiro, a regra permanece a mesma: é necessário possuir visto americano válido, geralmente na categoria B-2 (turismo) ou B-1/B-2. O processo envolve o preenchimento do DS-160, pagamento da taxa consular e entrevista presencial, salvo exceções previstas pela legislação americana.
Com a proximidade da Copa, a expectativa é de aumento na demanda por entrevistas, especialmente ao longo de 2025 e início de 2026. Por isso, o planejamento antecipado é essencial para não depender de soluções de última hora.
O que é o Fifa Pass e como ele realmente funciona
Diante desse cenário, surgiu o Fifa Pass, um sistema citado em páginas oficiais do Departamento de Estado dos Estados Unidos voltadas especificamente para a Copa do Mundo de 2026. O objetivo é organizar e priorizar o agendamento de entrevistas de visto para pessoas elegíveis que precisam viajar para o evento.
É fundamental entender o alcance real do mecanismo. O Fifa Pass não é um visto, não garante aprovação e não elimina a análise consular. Trata-se exclusivamente de uma tentativa de facilitar o acesso a datas de entrevista em um período de alta demanda.
O próprio governo americano reforça que todos os critérios de elegibilidade, segurança e comprovação continuam sendo aplicados normalmente.
O que realmente importa para o brasileiro que vai à Copa
Mais do que contar com sistemas de prioridade, o fator decisivo continua sendo a organização do processo. Documentação consistente, vínculos profissionais claros, planejamento financeiro compatível com o roteiro e coerência entre o plano de viagem e a realidade do solicitante seguem sendo os pontos centrais avaliados pelo consulado americano.
Onde o Brasil vai jogar na fase de grupos
De acordo com o mapeamento divulgado após o sorteio, o Brasil integra o Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. Um ponto importante para o público brasileiro é que todos os jogos da seleção na fase de grupos acontecerão em território americano, facilitando o planejamento de uma única viagem.
A estreia será na região de Nova York/Nova Jersey, no MetLife Stadium, um dos maiores e mais modernos estádios dos Estados Unidos. Na sequência, o Brasil enfrenta o Haiti em Filadélfia, no Lincoln Financial Field, antes de encerrar a fase de grupos contra a Escócia em Miami, no Miami Stadium.
A distribuição das partidas cria um eixo logístico claro entre o Nordeste e o Sudeste dos EUA, com voos frequentes e ampla oferta de hospedagem.
Onde a seleção brasileira vai treinar nos Estados Unidos
A CBF já confirmou a base da seleção durante o Mundial. O centro de treinamento será o Columbia Park Training Center, localizado em Morristown, Nova Jersey, enquanto a delegação ficará hospedada no The Ridge, em Basking Ridge, também no estado de Nova Jersey.
A escolha reforça uma estratégia de concentração logística, já que a região tem fácil acesso tanto a Nova York quanto à Filadélfia, além de conexões aéreas diretas com Miami.
A própria Fifa vinha trabalhando com essa área como uma das localidades-base preferenciais para seleções que jogariam na costa leste.
Turismo nos EUA: futebol e grandes cidades no mesmo roteiro
O calendário do Brasil favorece quem deseja unir Copa do Mundo e turismo. Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami oferecem experiências bastante distintas, mas complementares.
Nova York reúne alguns dos principais pontos turísticos do planeta, além de compras, espetáculos e museus de referência mundial. Filadélfia adiciona um componente histórico forte, com logística mais simples e custo médio menor.
Já Miami combina praia, vida urbana intensa, arte, gastronomia e uma grande comunidade brasileira, além da possibilidade de estender a viagem para Orlando ou parques temáticos.
Conclusão
A seleção brasileira terá uma fase de grupos inteiramente disputada nos Estados Unidos, com jogos em Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami, além de base de treinamento em Nova Jersey. Isso cria um cenário altamente atrativo para o torcedor brasileiro, mas que exige atenção redobrada ao visto americano.
O Fifa Pass existe e pode ajudar na organização da agenda consular, mas precisa ser entendido corretamente: é prioridade de agendamento, não garantia de visto. Planejamento antecipado, informação correta e preparação adequada seguem sendo o caminho mais seguro para viver a Copa do Mundo 2026 nos Estados Unidos sem imprevistos.
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Por Carlos Silva – Jornalista 0099348/SP e influencer digital
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