Ausência de grandes potências pesa nas negociações climáticas da COP30
Especialistas veem avanços na transição energética, mas alertam que metas globais seguem ameaçadas diante da falta de compromissos firmes dos maiores emissores
Heródoto Barbeiro|Heródoto Barbeiro
Com o começo da COP30, em Belém (PA), as expectativas para novos avanços na luta contra o aquecimento global aumentam, mas a ausência dos líderes emissores de gases do efeito estufa — como China, Estados Unidos e Rússia — dificulta que grandes ações sejam feitas.
O coordenador do Centro de Desenvolvimento Socioambiental da ESPM, Marcos Nakagawa, avalia que isso impacta as negociações da reunião da ONU sobre clima, mas não anula a relevância da coalizão de países do Sul Global.
Segundo ele, a transição energética avança impulsionada por novos financiamentos e pela pressão internacional, embora ainda haja contradições, como a expansão da exploração de combustíveis fósseis.
Nakagawa destaca que o desafio central está em transformar discursos em ações concretas, especialmente no cumprimento das metas nacionais de redução das emissões e no avanço do financiamento climático, estimado em US$ 1,3 trilhão anuais até 2035.
A expectativa, porém, é cautelosa: análises atuais indicam que o mundo dificilmente consegue limitar o aquecimento global a 1,5 °C até 2050, cenário que evidencia a urgência de decisões mais firmes por parte das potências e organismos internacionais.
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