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Centrão se distancia do governo e mira as eleições de 2026, aponta cientista político

Especialista aponta oportunismo político do Centrão e alerta para riscos à governabilidade em ano pré-eleitoral.

Heródoto Barbeiro|Heródoto Barbeiro

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Em entrevista, o cientista político e professor da ESPM Paulo Ramírez analisou os impactos da derrota do governo Lula na Câmara em relação à proposta de aumento do IOF.

Segundo o professor, o afastamento do Centrão tem relação direta com a queda de popularidade do presidente e a proximidade das eleições de 2026, fazendo com que partidos busquem novas alianças mais vantajosas, possivelmente com candidatos do campo bolsonarista.


Ramírez destacou ainda a contradição do Congresso ao rejeitar um aumento de imposto para a classe média enquanto aprovava, no mesmo dia, o aumento no número de deputados federais, o que gerará mais gastos públicos.

Para ele, a atitude reforça a imagem de um Legislativo dominado por interesses próprios, com pouca conexão com os desafios fiscais do país.


O professor também observou que a lógica eleitoral no Brasil gira de forma quase permanente, com campanhas e articulações ocorrendo mesmo fora dos períodos oficiais.

Essa antecipação, alimentada por pesquisas e cobertura da imprensa, enfraquece a governabilidade e fortalece figuras com maior poder econômico ou midiático — um fenômeno que, segundo Ramírez, favorece a perpetuação das elites no Congresso.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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