Com menos leitores, bancas de jornal viram minimercados nas ruas de SP
Adaptação garante sobrevivência de antigos pontos de venda, mas levanta questionamentos sobre regulamentação e impostos
Heródoto Barbeiro|Heródoto Barbeiro
As tradicionais bancas de jornal de São Paulo vêm passando por uma transformação nos últimos anos. Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da Associação Comercial de São Paulo, o número de bancas caiu de cerca de 5.000 para 3.000 na última década, refletindo a queda na procura por jornais impressos. Para sobreviver, muitos desses pontos passaram a funcionar como lojas de conveniência, vendendo desde bebidas e snacks até eletrônicos e cosméticos.
A mudança, no entanto, levanta dúvidas sobre a legalidade da operação. Especialistas e comerciantes questionam se as bancas, que ocupam espaço público, estão sujeitas às mesmas obrigações fiscais e regulatórias de estabelecimentos formais, configurando possível concorrência desleal. A adaptação, embora necessária para muitos permissionários, acende o debate sobre o futuro e a regulamentação desses espaços na cidade.
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