150 aeronaves participaram da operação americana que resultou na captura de Nicolás Maduro
EUA utilizaram modelos F-22 Raptors, F-35 Lightning IIs , F/A-18 Super Hornets, EA-18 Growlers e B-1 Lancers, juntamente com aeronaves remotamente pilotadas e helicópteros

Chegou a 150 o número de aeronaves que participaram da operação executada pelas forças militares americanas, que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A frota militar era composta por modelos F-22 Raptors, F-35 Lightning IIs, F/A-18 Super Hornets, EA-18 Growlers e B-1 Lancers, juntamente com aeronaves remotamente pilotadas e helicópteros. As aeronaves foram lançadas de 20 bases diferentes, tanto em terra quanto no mar.
A operação, denominada “Operação Resolução Absoluta”, foi definida como uma operação de captura com o objetivo de levar o presidente venezuelano Nicolás Maduro à justiça. Toda a força conjunta esteve envolvida, em cooperação com as agências de inteligência e as forças policiais. Por determinação do governo americano, companhias aéreas dos Estados Unidos foram orientadas a não sobrevoar o espaço aéreo da Venezuela neste fim de semana. As plataformas de monitoramento mundiais de voo registraram que nenhuma aeronave comercial sobrevoou a área, de fato.
Somente a companhia aérea americana Jetblue informou o cancelamento de cerca de 215 voos na região do Caribe, por conta do conflito. A companhia aérea GOL informou que os voos da Companhia que teriam como origem ou destino o Aeroporto de Caracas (CCS) seguem suspensos temporariamente conforme decisão comunicada em dezembro de 2025. Clientes que compraram bilhetes diretamente com a GOL seguem podendo pedir crédito ou reembolso diretamente na Central de Atendimento.
A Azul informa que, em razão das restrições no espaço aéreo da Venezuela, precisou cancelar os voos entre Confins-Curaçao, de domingo (04) e segunda-feira (05), nos dois sentidos. E destacou que os clientes impactados irão receber toda a assistência prevista na Resolução nº 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A LATAM não opera voos para a Venezuela.
Grande parte da atividade aérea concentrou-se em fornecer fogo de cobertura e de supressão em apoio aos helicópteros que transportavam a força de assalto. O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, forneceu mais detalhes sobre a operação, explicando que o trabalho preparatório começou meses atrás. Caine disse que o trabalho aproveitou décadas de experiência na caça a terroristas e contou com a participação de todos os componentes da força conjunta, em conjunto com a comunidade de inteligência e as forças policiais.
Caine explicou que os helicópteros voaram a 30 metros acima da água durante a aproximação a Caracas, e um deles foi alvejado enquanto se preparava para pousar, embora tenha conseguido continuar a missão em segurança.
A força de ataque chegou ao alvo às 2h01, horário local de Caracas (1h01, horário de Brasília), obtendo total elemento surpresa, e deixou a área às 2h29, horário local de Caracas (3h29, horário de Brasília). Nenhum soldado americano foi morto, embora alguns tenham ficado feridos.
As fotos divulgadas pela Casa Branca também mostram que perfis de OSINT (Inteligência de Fontes Abertas) em redes sociais foram monitorados em tempo real para proteger a OPSEC (Segurança Operacional). A ação, destaca o site The Aviationist, é semelhante ao que aconteceu durante a Operação Martelo da Meia-Noite no Irã.
Após a operação, Maduro foi levado por uma aeronave para o navio de assalto anfíbio Iwo Jima, de onde partiu a força de ataque. Plataformas de monitoramento de voo indicam que na base americana em Guantânamo, Maduro foi embarcado em um Boeing 757 do Departamento de Justiça para seguir rumo aos Estados Unidos, onde será processado.
Imediatamente após a operação, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Maduro, segundo a Procuradora-Geral Pamela Bondi, “foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos”.
Pouco antes da coletiva de imprensa, Trump divulgou uma foto de Maduro a bordo do Iwo Jima. A imagem mostra Maduro vestindo um agasalho esportivo, com óculos escuros, protetores auriculares (possivelmente bloqueando todos os sons para isolá-lo) e um dispositivo de flutuação de emergência, segurado por um agente da DEA.
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