Aérea se desculpa por demissão ilegal de 1.800 trabalhadores durante a pandemia
Juiz que condenou a Qantas a indenizar ex-funcionários considerou pedido da companhia australiana ‘vazio’

A maior companhia aérea da Austrália se desculpou perante um tribunal local pela demissão injusta de 1.820 trabalhadores de solo, durante a pandemia de COVID-19. Apesar disso, o juiz juiz que atua no processo trabalhista considerou o pedido da Qantas “completamente vazio”, por julgar que a empresa não conseguiu fazer mudanças que garantam que tais ações nunca mais aconteçam
A Qantas foi sentenciada incialmente a pagar uma multa equivalente a R$ 670 milhões (US$ 120 milhões) por terceirizar ilegalmente as funções de trabalhadores de solo, afirma um sindicato.
A Qantas recorreu do caso até o Tribunal Superior, que unanimemente confirmou a decisão do Tribunal Federal de que a empresa havia violado o Fair Work Act ao terceirizar os trabalhadores, impedindo-os de acessar direitos trabalhistas para negociar coletivamente e tomar medidas trabalhistas protegidas.
Os advogados trabalhistas que acompanham as audiências finais defendem que a Corte mantenha o valor máximo da indenização, dada em outubro último.
Do lado de fora do tribunal, o secretário nacional do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes, Michael Kaine, disse que a audiência foi o começo do fim de “um longo, brutal e angustiante processo judicial” que começou em 2020, depois que a Qantas demitiu os trabalhadores durante a pandemia de COVID-19.
“Temos que enviar um sinal muito forte e claro à Qantas e a todas as outras empresas na Austrália de que isso nunca mais poderá acontecer a nenhum trabalhador australiano”, disse Kaine.
Noel Hutley SC, do sindicato, disse ao Juiz Lee que ele deveria rejeitar a alegação da Qantas de que, após quatro anos e meio de litígio, a empresa agora estava arrependida.
“Vossa Excelência não ignorará, como a Qantas insiste em suas alegações, suas veementes e regulares negações de irregularidades (e) sua rejeição das conclusões de Vossa Excelência, que persistiram até o Tribunal Superior”, disse ele.
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