Aéreas americanas apelam por acordo e Trump diz que paralisação está perto do fim
Paralisação do governo entra no 41º dia enquanto grupo de senadores acena com acordo politico para destravar orçamento. Controladores de voo seguem sem salários

A paralisação do governo federal segue afetando duramente a indústria da aviação nos Estados Unidos, resultando em um número crescente nos atrasos, cancelamentos, esgotamento profissional e pressão sobre os controladores de tráfego aéreo, que já sofriam com a falta de pessoal. Sem receber salários, muitos profissionais deixaram de comparecer aos postos de trabalho. Centenas de milhares de funcionários federais não estão recebendo salário porque os legisladores não conseguiram aprovar um orçamento.
Neste domingo, o presidente Donald Trump disse a jornalistas que o fim da paralisação está próximo. Um grupo de senadores democratas rompeu com o líder da minoria, Chuck Schumer, no final da noite de domingo, e pode votar com a maioria republicana a favor da reabertura temporária do governo federal, que havia tonado esta a paralisação mais longa da história. O acordo financiaria o governo por várias semanas e garantiria uma votação posterior sobre a prorrogação dos créditos fiscais da Lei de Acesso à Saúde, que expiram em 1º de janeiro. A maioria dos democratas havia declarado que não apoiaria a reabertura do governo sem que os republicanos concordassem primeiro em prorrogar os créditos fiscais.
O Comitê de Estudos Republicanos (RSC, na sigla em inglês), o maior grupo conservador na Câmara dos Representantes, alertou no domingo para o agravamento dos problemas de viagem em meio ao caos nos aeroportos relacionado à paralisação do governo, o chamado ‘shutdown’.
O comitê, presidido pelo deputado August Pfluger, republicano do Texas, publicou um artigo no domingo detalhando “milhares de voos cancelados em todo o país”. No aeroporto de Atlanta, normalmente o mais movimentado do mundo, 18 dos 22 controladores de tráfego aéreo não compareceram ao trabalho”, dizia a publicação do comitê.
Em uma rede social, o parlamentar destacou:
“As quatro maiores companhias aéreas dos EUA apoiaram publicamente a proposta orçamentária aprovada pela Câmara, sem emendas e apartidária, para reabrir o governo e pagar os controladores de tráfego aéreo”.
Desde o início da paralisação, houve um aumento na falta de pessoal nas torres de controle de tráfego aéreo em todo o país, resultando em “um aumento nos relatos de sobrecarga no sistema, tanto por parte de pilotos quanto de controladores de tráfego aéreo”, disse o Departamento de Transportes na quinta-feira. Os controladores têm apresentado sinais de exaustão. Representantes dos trabalhadores alertam que parte das ausência se dá por doença. Em alguns casos, os profissionais buscaram um segundo emprego para complementar a renda.
A redução de 10% na quantidade de voos pelo país foi anunciada pelo secretário de Transportes, Sean Duffy, para manter o espaço aéreo americano seguro e, ao mesmo tempo, combater a “fadiga” que afeta os controladores de tráfego aéreo.
Jeff Guzzetti , investigador de acidentes aéreos que trabalhou tanto para o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) quanto para a Administração Federal de Aviação (FAA), afirmou que tal medida por parte das autoridades da aviação é inédita.
Ao reduzir drasticamente os voos, a FAA “diminuirá o risco potencial de um controlador sobrecarregado ou de uma instalação da FAA com poucos funcionários cometer um erro e causar uma colisão entre duas aeronaves”, disse Guzzetti. Ele observou, no entanto, que a medida “custará muito dinheiro às companhias aéreas e ao comércio em geral. E causará enormes transtornos aos passageiros”.
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